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Guimarães: plano de despoluição do rio Ave já levou a um processo-crime

Um auto de notícia remetido para o Ministério Público, que conduzirá à instauração de um processo-crime, foi uma das primeiras medidas resultantes da criação do plano de ação para despoluição do rio Ave, informou hoje a Câmara de Guimarães.

Em comunicado, a Câmara acrescenta que daquele auto foi instaurado pelo Serviço de Proteção da Natureza da GNR logo após a primeira reunião, realizada em janeiro, para preparar o plano de despoluição do Ave.

Após essa reunião, deu-se início ao processo de inspeções a potenciais unidades contaminadoras e de recolha de análises de água.

“Com este plano de ação, pretendemos medidas concretas para o futuro imediato do rio Ave, importante património natural do nosso país, que tem de ser preservado e que irá servir de referência e de referenciação para outras linhas de água de âmbito nacional”, afirmou Domingos Bragança, presidente da Câmara de Guimarães, citado naquele comunicado.

Na reunião, além de representantes da Autarquia, estiveram também membros da Agência Portuguesa do Ambiente do Norte, Ministério da Agricultura, diretora e inspetora-chefe da ASAE, adjunto do comandante do Destacamento Territorial da GNR de Guimarães, Resinorte, Águas do Noroeste, empresa intermunicipal Vimágua e presidentes de juntas de freguesia cujo território é atravessado pelo rio Ave.

No decurso da reunião, Gerardo Menezes, do conselho de administração da Resinorte, assumiu o compromisso de apresentar um relatório de avaliação da selagem do aterro sanitário de Gonça.

Criada a nomenclatura do Plano de Ação, os contributos prestados pelas diferentes entidadeS serão agora reunidos num documento final, cujo conteúdo será posteriormente dado a conhecer ao público.

“Para que o objetivo de defesa do rio Ave possa ser atingido, os municípios a montante e a jusante de Guimarães terão que fazer a parte deles. O que estiver a contaminar o rio tem de ser imediatamente resolvido”, referiu Domingos Bragança.

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