Ciência

Novas medidas dão esperança de cura a 13 mil doentes com hepatite C

A partir de agora são os médicos que decidem se os seus doente diagnosticados com hepatite C são ou não tratado com recurso aos fármacos inovadores da farmacêutica Gilead e o Hospital tem até cinco dias úteis para dar luz verde ao processo. Estas são normas da nova estratégia para o tratamento da hepatite C, divulgadas esta terça-feira, 18 de fevereiro, após uma reunião que juntou responsáveis dos hospitais do país que tratam doentes infetados com hepatice C.

Esta reunião que teve como objetivo definir a estratégia para o tratamento da hepatite C em Portugal, surgiu no seguimento da assinatura do contrato entre o Ministério da Saúde com a Gilead, na terça-feira, 17 de fevereiro, que permite agora a comparticipação a 100% dos medicamentos inovadores, que combinados com outros atingem taxas de cura a rondar os 90%.

O presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, garantiu no final da reunião, citando a Lusa, que vão receber os fármaco todos os doentes que dele necessitem e salientou que graças a esta terapêutica existem já 44 doentes dados como tratados.

Os médicos terão que introduzir informações sobre os doentes numa plataforma informática e é a partir desse momento conta o prazo para que as Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT) de cada hospital se pronunciem acerca da utilização dos medicamentos.

As novas medidas perspetivam que seja promovida “uma maior celeridade aos pedidos de tratamento no mais curto espaço de tempo e com critérios claros, protocolados e monitorizados”, refere o Infarmed através de comunicado, disponível na sua página de internet.

Até agora foram autorizados 802 tratamentos para a hepatite C, dos quais, 633 com recurso à “inovação mais recente”. Do total, 302 são tratamentos com recurso ao sofosbuvir “ou suas combinações” e por Autorizações de Utilização Excecional (AUE). Há ainda 331 doentes com tratamentos através de ensaios clínicos ou de programas de acesso sem custos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), adiantou o Infarmed no comunicado.

A questão da hepatite C, que envolve cerca de 13 mil pessoas, tem estado rodeada de polémica, após ter vindo a público que uma doente morreu enquanto aguardava pela autorização para tomar o fármaco inovador.
De recordar, que a farmacêutica Gilead chegou a pedir 48 mil euros pelo tratamento de cada doente com hepatite C com o medicamento inovador sofosbuvir.

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