Ciência

Segredo da cura para a SIDA pode estar numa molécula artificial

Investigadores do Instituto Scripps de Investigação na Flórida, Estados Unidos da América, desenvolveram um novo método para combater o vírus da imunodeficiência humana (VIH), causador da SIDA. O método, desenvolvido por uma equipa de cientistas liderada por Michael Farzan, consistiu na criação de uma molécula artificial que atua como anticorpo e cujos resultados apresentaram um elevado nível de sucesso.

Ainda em fase preliminar o resultado precisa ainda de ser confirmado e analisado pormenorizadamente, mas é já considerado por alguns como uma promissora via de investigação para se chegar a uma vacina preventiva contra a SIDA no futuro.

Até agora, alguns dos tratamentos para o combate da doença consistiam em aumentar a produção de anticorpos no corpo humano para assim neutralizar o vírus. Contudo, o ponto fraco destes tratamentos assenta na capacidade limitada para bloquear completamente o VIH.

Nas experiências laboratoriais a molécula artificial eCD4-lg, criada por Michael Farzan e pela sua equipa de investigação, demonstrou ser mais eficaz que os anticorpos naturais conhecidos para combater o VIH, de acordo com o demonstrado pelo estudo publicado na quarta-feira, 18 de fevereiro, na página da revista cientifica Nature.

Na fase experimental os cientistas misturaram a molécula desenvolvida com um vírus inofensivo e infetaram quatro macacos com doses elevadas de VIH. Os macacos não ficaram infetados com o vírus e os resultados revelaram-se um êxito.

“O nosso composto é o inibidor mais potente até agora”, disse Michael Farzan em comunicado disponível na página do The Scripps Research Institute (TSRI). “Ao contrário dos anticorpos naturais, que se revelam incapazes de neutralizar grande parte das estirpes de VIH, a nossa proteína mostrou-se eficaz contra todas as estirpes testadas, o que levanta a hipótese de vir a ser utilizada como vacina contra o vírus da SIDA”, reforçou o investigador, relembrando que vão ser necessários mais estudos em macacos para verificar a sua evolução.

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