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Armadilhas em trilhos no Minho põem em risco praticantes de BTT

Um passeio de bicicleta e o desfrutar da natureza pode tornar-se numa tragédia e provocar ferimentos graves aos betetistas que se deparam com armadilhas que podem colocar em risco as suas vidas. Cabos de aço e arames presos a árvores foram já encontrados pelos trilhos de Braga, Guimarães, Famalicão e Monte Córdova.

As armadilhas foram encontradas no domingo, 15 de fevereiro, por um grupo informal de amigos que se junta para praticar BTT.

“Encontrámos uma corda de aço em Airão Santa Maria (Guimarães) que podia ter cortado o pescoço aos betetistas que iam na frente do grupo e que estava presa a dois eucaliptos”, afirmou ao Jornal de Notícias, Ricardo Araújo, garantindo que não entram nos terrenos assinalados como propriedade privada e que se limitam a passar pelos locais que não se encontram vedados nem apresentem sinalética a proibir. gEste grupo tinha já encontrado nos trilhos de Castelões, em Famalicão, armadilhados com arames.

Os perigos desta natureza nos trilhos por onde passam os praticantes da modalidade parecem já ser uma prática recorrente. Quem monta os engenhos, ninguém sabe, mas as suspeitas dos ciclistas , recaem nos “donos dos terrenos e caçadores”, referiram ao JN.

“Já na época passada tivemos casos idênticos, mas nunca se conseguiu apurar quem colocava as cordas”, disse em declarações ao referido jornal, Nuno Lopes, da Associação de Ciclismo do Minho (ACM), revelando receio de que a situação de estenda a outros locais.

Em Santo Tirso houve já uma pessoa a receber tratamento médico por ter sofrido cortes no pescoço quando foi surpreendida por um cabo de aço.

A GNR ainda não recebeu queixas formais, contudo os betetistas já se muniram de fotografias, vídeos e da localização destas armadilhas para formalizarem a queixa.

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