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Dolce Vita Braga: Ricardo Rio afirma desconhecer envolvimento do grupo Sonae no projeto

Desde 2008 que o Dolce Vita Braga é mencionado como o centro comercial que “abre para o ano”. Agora, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, em entrevista publicada na quarta-feira, 18 de fevereiro, no Económico, confirma desconhecer o envolvimento do grupo Sonae no projeto e justifica que o Dolce Vita Braga ainda não abriu, porque para além da “necessidade de conclusão física”, se encontra “condicionado por questões de natureza comercial”.

De acordo com o autarca, a Câmara de Braga não foi contactada pelo promotor. “A Câmara tem sido contactada por todos os promotores de projetos/investimentos a realizar no concelho de Braga. Tal não sucedeu até ao momento por parte do grupo Sonae, razão pela qual desconhecemos se há alguma associação formal do grupo a este projeto”, afirmou Ricardo Rio, em entrevista ao mesmo jornal, reforçando que devido à inexistência de comunicação desconhecem “quais as intenções do mesmo relativamente ao seu desenvolvimento próximo”.

Apesar do arrastar da situação, Ricardo Rio, não descarta a possibilidade deste centro comercial vir a abrir, mas deixa claro que só o promotor poderá clarificar a situação.

O Presidente da Câmara Municipal de Braga enfatiza que a cidade apresenta “uma oferta comercial muito rica e diversificada, que abarca as grandes superfícies existentes na periferia, mas também todo o coração comercial do centro urbano”, reforçando que a autarquia tem-se empenhado em dar o seu contributo para revitalizar o coração da cidade. “Tal não passa por uma lógica de condicionamento dos projetos situados fora desta zona”, clarifica.

Volvidos anos, as portas do Dolce Vita Braga continuam fechadas. Primeiro foi o atraso nas obras que foi passando de 2009 a 2011 e depois foi a empresa Chamartín, que investiu no projeto mais de 137 milhões de euros, que teve de o entregar à banca.

A Caixa Geral de Depósitos foi a entidade bancária que assumiu a dívida e teve que contratar uma empresa, tendo a gestão sido entregue à Sonae Sierra.
“Foram mantidos contactos recentes com o grupo CGD no sentido de manter ativas as licenças de construção tendentes à conclusão do projeto, o que pode indiciar que existam avanços na respetiva comercialização”, refere Ricardo Rio, lembrando que essas “pretensões” contam com a “colaboração da Câmara”.

Ainda sem data de abertura prevista está em causa um investimento de 153 milhões de euros onde se previa uma área de 50.000 m2 para “shopping”, mais 20.000 m2 de zona de “retail”. O projeto tem também inerente a criação de 10300 postos de trabalho, dos quais 3300 diretos e 7000 indiretos.

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