Cultura

Novo embaixador dos Lenços de Namorados promete divulgá-los dentro e fora de portas

O auditório da Adere-Minho encheu, ao final da tarde de hoje, para dar as boas-vindas ao mais recente embaixador dos Lenços dos Namorados, Manuel Lemos. O presidente da União das Misericórdias Portuguesas garantiu que vai desempenhar o ‘cargo’ que assumiu com elevado sentido de responsabilidade. “ É uma distinção que me honra. Comprometo-me a cumprir o cargo com gosto e seriedade, promovendo os Lenços em Portugal e no estrangeiro», vincou o novo embaixador, que acaba por ter que se ausentar com regularidade do país, já que, lembrou, existem 24 uniões de Misericórdias em todo o mundo.

Manuel Lemos prosseguiu reforçando a importância da certificação dos produtos artesanais e da recuperação da cultura tradicional. “Um povo que não tem memória é um povo que não tem futuro. Hoje vivemos uma grande crise de valores e seria importante transmitir aos jovens estes princípios. Promover junto deles as marcas distintivas da nossa cultura, que representam a nossa idiossincrasia», referiu o presidente da União das Misericórdias, que já havia visitado a associação sediada em Soutelo por duas vezes, em 2003 e em 2005.

Um achado com mais de um século de vida

O novo embaixador aproveitou também para contratar os serviços da Adere-Minho para uma matéria de foro pessoal. Há uns anos, a família, que tem raízes no concelho de Amares, fez um valioso achado. No fundo de uma arca repousava um Lenço de Namorados, bordado há mais de uma centena de anos (entre 1892 e 1902). A relíquia será entregue aos cuidados da associação soutelense, para que possa recuperá-lo do desgaste provocado pelo tempo.

Manuel Lemos foi sugerido como embaixador pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde (SCMVV), Bento Morais, também ele embaixador deste ícone vilaverdense. A sugestão foi prontamente aceite pela Adere-Minho. Bento Morais apontou o presidente da União de Misericórdias como “a pessoa certa para publicitar os Lenços pelo mundo”. “Este acto é uma forma de apoiar os artesãos, através de uma pessoa tão conhecida e tão prestigiada no país”, frisou o presidente da SCMVV.

“Tempo de novos desafios”

Por sua vez, o vice presidente da Adere-Minho, José Manuel Barbosa, enalteceu o trabalho desenvolvido por todos os que se dedicam às causas sociais, lembrando os ‘duelos’ que se afiguram. “Vivemos um tempo de novos desafios, apesar das melhorias continua a haver um défice ao nível da economia social”, disse.

A sessão encerrou da mesma forma que começou, com actuações musicais de Hugo Torres, prontamente acompanhado por um coro improvisado pela plateia. A performance alternou entre originais do seu mais recente álbum e temas adaptados de outros artistas portugueses.

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