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Braga: Vigilante confessa que matou amigo para vingar assalto e fica em prisão preventiva (actualização)

O vigilante noturno de prédios, 62 anos, que foi detido esta semana por ter atingiu mortalmente um amigo em Braga confessou em tribunal que terá agido por vingança. O juiz de instrução criminal decidiu que o homem indiciado por homicídio vai aguardar julgamento em prisão preventiva, arriscando-se agora a 25 anos de cadeia.

Em causa estará a vingança pela suspeita de que o amigo estaria envolvido num assalto de que foi vítima há dois anos, avançou o jornal Público de acordo com informação de fonte da Polícia Judiciária.

O crime ocorreu na noite de quinta-feira, 18 de fevereiro, à porta de um bar em Gualtar, Braga, quando Manuel atingiu mortalmente com um tiro a sangue frio, Antero Gonçalves, comerciante de 56 anos, natural de Vila Verde, e que tinha um negócio de farturas em Braga. Os dois homens que manteriam uma relação de amizade eram presença habitual no bar do Grupo Desportivo dos Peões, local onde ocorreu o homicídio.

Na noite em que cometeu o crime, de acordo com o relatado pelo JN, o homicida terá entrado no bar na companhia da nora, e o filho ficou à porta, por não ter as melhores relações com o proprietário do estabelecimento.

A vítima, que chegou mais tarde ao bar, terá como era hábito bebido café e ido à porta para fumar. Foi nessa altura que Manuel, que já se encontraria à sua espera, o surpreendeu ao apontou-lhe uma pistola, para a qual não teria licença, à cabeça. Antero Gonçalves terá tentado afastar-se, mas acabou por ser atingido no peito.

Minutos depois, pelas 23h30, a vítima acabou por morrer com paragem cardiorrespiratória. A equipa de emergência médica chamada ao local ainda terá tentado manobras de reanimação, as quais não tiveram sucesso.

Depois do crime, Manuel foi-se embora e voltou ao local de trabalho, um prédio nas imediações do centro comercial Bragaparque, onde acabou por ser detido pela Polícia Judiciária de Braga.

O detido foi presente no Tribunal de Guimarães na sexta-feira, 19 de fevereiro, para primeiro interrogatório e poderá ser acusado de homicídio com premeditação arriscando-se a uma pena de até 25 anos.

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