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BES: Clientes lesados abandonam Novo Banco de Braga após conversações

O grupo de lesados do BES que invadiu esta manhã uma delegação do Novo Banco em Braga abandonou cerca das 16:00 as instalações, depois de alguns minutos de conversações com a polícia e a gerência da instituição.

À saída, um dos representantes dos lesados, Manuel Esteves, leu um comunicado onde apelava à atenção do primeiro-ministro e Presidente da República para o problema, garantindo que não vão desistir da luta.

Um grupo de cerca de 20 manifestantes invadiu, esta manhã, as instalações do Novo Banco em Braga, exigindo ser recebido por um responsável da instituição financeira.

Os manifestantes reclamam que lhes seja devolvido o dinheiro que tinham investido em papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES), comprado aos balcões do BES.

Na semana passada, em Coimbra, mais de 50 pessoas invadiram também as instalações do Novo Banco na baixa da cidade para exigirem o dinheiro investido em papel comercial.

A 23 de fevereiro, o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, defendeu que a compensação dos investidores que compraram papel comercial GES é “uma questão de respeito”, considerando que tem de ser encontrada “uma solução rapidamente”.

Na semana anterior, o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, tinha remetido para a CMVM as queixas que tem recebido de clientes do GES lesados no papel comercial que foi vendido nas agências do BES a investidores de retalho.

A 03 de agosto de 2014, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado ‘banco mau’ (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

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