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Preço das casas sobe em janeiro pela primeira vez desde saída da ‘troika’

O preço de venda de casas subiu em janeiro, pela primeira vez desde o início do programa de resgate de Portugal pela ‘troika’, concluiu um estudo mensal com 150 empresas de promoção e mediação imobiliária, hoje apresentado.

Promovido pelo Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) e pela Confidencial Imobiliário, o ‘Portuguese Housing Market Survey’ (Estudo sobre o Mercado Imobiliário Português) mostrou que os preços das casas estabilizaram, no mês passado, no Porto e subiram ligeiramente em Lisboa e no Algarve.

Os dados do inquérito “sugerem que os preços das casas parecem estar a começar a recuperar”, dado que se apresenta em simultâneo com o aumento dos níveis de confiança do mercado.

“Esta é a primeira vez que os preços das casas sobem desde que o país foi alvo de intervenção externa”, lê-se na informação divulgada hoje pelos promotores do estudo.

O programa de ajustamento económico solicitado em 2011 por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Para Josh Miller, economista do RICS, o primeiro mês deste ano foi um “marco importante para o mercado imobiliário português”, mas a tendência irá depender da “recuperação económica no geral”.

“Estamos otimistas quanto a essa evolução da economia, embora continue a haver riscos consideráveis”, alertou.

O estudo referente a janeiro revelou ainda que a procura continuou a aumentar no mercado de compra e venda de casas e que as vendas cresceram, como tem acontecido desde fevereiro de 2014.

“As expectativas dos inquiridos quanto a vendas são agora mais elevadas do que em qualquer outro momento dos últimos quatro anos. Também o índice de confiança nacional (uma medida composta das expectativas de preços e vendas) a atingir neste mês um novo máximo”, lê-se ainda.

Também o diretor da revista Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, fez eco das afirmações dos agentes imobiliários em relação a um maior otimismo dos bancos, que facilita as condições de compra de imóveis: “alguns têm já campanhas comerciais em curso, anunciando ‘spreads’ mais reduzidos”.

No mercado de arrendamento, o documento mostrou que os valores das rendas continuam a cair, “embora as expectativas dos respondentes apontem para uma tendência de maior estabilidade no futuro”.

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