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Braga: Nova Variante do Cávado vai avançar e autarquia não abdica de contrapartidas do Dolce Vita

A Câmara Municipal de Braga mantém a sua intenção de avançar com o projeto da nova Variante do Cávado e reforçou que não vai abdicar das contrapartidas que estabelecem que seja o promotor do Dolce Vita Braga a assumir a responsabilidade por um troço do projeto.

Este acordo foi estabelecido pelo anterior executivo da Câmara de Braga, liderado por Mesquita Machado e uma parte já se encontra concretizada, faltando finalizar a restante.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, reafirmou esta sexta-feira, 27 de fevereiro, que o projeto do Dolce Vita continua ativo e que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) continua a dar indicações de que pretende avançar com o mesmo tendo inclusivamente renovado as licenças de construção. O autarca reforçou ainda que considera que este tem viabilidade e sugere que este poderá vir a ser reforçado ao ser complementado com uma vertente turística.

“Todas as indicações apontam para que o projeto da Variante do Cávado esteja a avançar. Dentro desse avanço, há contrapartidas que foram assumidas pelo executivo anterior da Câmara Municipal, relativas a uma componente muito alargada, que teria de ser executada pelos responsáveis do centro comercial “Dolce Vita”’, disse, Ricardo Rio, de acordo com o publicado este sábado pelo Diário do Minho.

De acordo com o mesmo jornal, Ricardo Rio, disse ainda que “uma parte da via já está concretizada e que a outra parte terá que ser concretizada exatamente nos mesmos moldes em que foram acordados”, sublinhando que “as licenças de construção foram prorrogadas recentemente” e que o que está acordado em termos de contrapartidas terá que ser “escrupulosamente cumprido”.

As afirmações de Ricardo Rio surgem na mesma linha das declarações dadas pelo autarca em entrevista ao Económico, conforme o VilaVerde.net já havia noticiado.

A autarquia bracarense demonstra vontade no avanço do projeto, que envolve mais de 160 milhões de euros, justificando a sua “função económica relevante”, mas também pelo “cumprimento das contrapartidas que foram acordadas, aquando do respetivo licenciamento pelos seus promotores”.

Ricardo Rio voltou também a reforçar que desconhece que exista um envolvimento do Grupo Sonae no projeto do ‘Dolce Vita’”. Rio, referiu ainda que o projeto poderá ter maior sucesso “com outros equipamentos, porventura até de natureza turística”, clarificando contudo que são decisões que caberão aos promotores, rematando que a Câmara de Braga se encontra “disponível para colaborar na concretização de iniciativas que são uma mais-valia para a cidade”.

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