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PJ “recolhe” informações na Câmara de Braga sobre investigações em curso

A Polícia Judiciária (PJ) esteve na quinta-feira na Câmara de Braga para “recolher” informações sobre uma “série de dossiês” que estão a ser investigados pelo Ministério Publico, disse hoje o presidente da autarquia, Ricardo Rio.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Rio explicou que no âmbito de processos que estão a ser investigados pelo Ministério Público – entre os quais a expropriação da Casa das Convertidas, uma Parceria Publico Privada (PPP), a concessão do estacionamento à superfície, a queda de um muro que em 2014 matou três estudantes – a PJ esteve, “como já esteve noutras ocasiões” nas instalações da Câmara Municipal de Braga para se reunir com colaboradores da autarquia para “obter informações que foram antes solicitadas”.

À Lusa, fonte da PJ declarou que “não foi feita qualquer diligência de caráter excecional nas instalações da Câmara Municipal de Braga”, pondo assim de lado a realização de buscas ou apreensões.

“A PJ reuniu-se com colaboradores da autarquia, da mesma maneira que o tem feito com regularidade e solicitado informações”, afirmou Ricardo Rio.

Segundo o autarca, “não houve buscas, nem apreensões nem nada do género, mas coisas normais, quando há investigações em curso é natural que sejam solicitadas e recolhidas informações”.

Rio lembrou que estão a decorrer investigações a vários “dossiês” envolvendo a autarquia, nomeadamente a “casos” que envolvem o anterior executivo de maioria socialista mas também um decorrente de uma denúncia do atual líder socialista da oposição, Hugo Pires.

“São casos abertos pelo Ministério Publico, como o das Convertidas e da queda do muro que vitimou estudantes da Universidade do Minho, outros que resultaram a auditoria feita por este executivo no início do mandato, como o da concessão do estacionamento à superfície, a PPP, o perdão de uma dívida ao Sporting Clube de Braga ou as próprias piscinas olímpicas”, explanou.

Além dos referidos processos, Rio confirmou que têm sido pedidas informações sobre uma investigação resultante da denúncia de Hugo Pires contra a atual maioria.

“Há ainda a questão da denúncia do PS no âmbito do dossiê do túnel da Avenida, relativamente a um acordo entre a autarquia e a Britalar quanto ao pagamento de obras a mais”, referiu.

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