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Comissão Regional do Norte quer rede de ‘smart cities’ sem desperdícios

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) assumiu ontem como plataforma de facilitação de especialização inteligente das cidades que devem articular-se em rede para não desperdiçar recursos.

“A especialização inteligente é um instrumento de política pública, com fundos associados, que pode dar um contributo relevante para que as cidades possam encontrar melhores formas, melhores instrumentos de gerir os seus territórios e as pessoas que nelas habitam”, assinalou o vice-presidente da CCDR-N Carlos Neves à margem do workshop sobre cidades analíticas que decorreu hoje no Porto.

Com o novo programa operacional Norte 2020, a comissão espera um instrumento que proporcione “várias oportunidades” e crie “produtos e serviços para ajudar a que as cidades se tornem mais inteligentes, seja do lado da gestão seja do lado de algumas infraestruturas”.

Enquanto parceiro regional, a CCDR-N assume a sua “vontade de impulsionar os agentes a ter um maior desenvolvimento”, podendo ser uma “plataforma de facilitação” do processo, mas não deve definir “uma estratégia que deve partir das próprias cidades”.

Para Carlos Neves, “deve ser a cidade e os executivos municipais que devem ter essa ambição e devem perceber até que ponto podem fazer o caminho para serem uma cidade inteligente”.

A região Norte, disse, “tem várias cidades inteligentes”, sendo “o Porto é um bom exemplo” e tendo Guimarães sido “reconhecida como uma cidade inteligente”.

“E haverá outras. Não tenho dúvidas de que outras cidades, sobretudo as com maior popularidade em termos de atração de população como Vila Real, Bragança e Viana do Castelo, têm pelo menos ambição para se tornarem cidades inteligentes e têm legitimidade para o fazer”, acrescentou.

Mas porque a região é “demasiado pequena à escala global para dividir os recursos”, o responsável espera que as cidades com vontade de se tornarem uma smart city “o façam de forma articulada e em rede”.

“Precisamos de ter uma rede de cidades inteligentes mais do que várias cidades dispersas entre si”, sustentou.

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