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Segurança: Menos roubos em farmácias, casas, ourivesarias e viaturas em 2014


Os roubos em farmácias, ourivesarias, postos de abastecimento de combustível, viaturas, residências e transporte de valores, e furto de metais não preciosos diminuíram em 2014, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) entregue hoje no parlamento.

Os crimes de furto/roubo a ATM foram, entre os crimes cometidos contra o património, os únicos a aumentar em 2014, tendo-se verificado um aumento de 37,2 por cento dos casos (mais 29 que em 2013), revela o RASI.

O distrito de Lisboa “destaca-se pelo elevado índice de incidência de casos registados, representando aproximadamente 48% do total de registos em território nacional”, lê-se no documento.

De acordo com o RASI, os roubos a farmácias registaram 56 casos participados (menos 32 casos), o que representa uma diminuição de 36,4% face a 2013.

Trata-se de uma diminuição que consolida a tendência observada para o período 2010-2014, segundo o relatório.

O crime de roubo em farmácias continua a apresentar maiores índices de participação nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, representando 84% do total de participações.

No que respeita a roubos em ourivesarias, em 2014 registaram-se 46 casos, o que representa uma “diminuição bastante acentuada, de 48,9% (menos 44 casos), mantendo-se a descida observada no ano anterior”.

Os distritos de Lisboa e Porto mantêm-se como sendo os de maior índice de concentração de participações, sendo estes dois distritos responsáveis por mais de metade dos total das participações em território nacional.

Os crimes de roubo a postos de abastecimento de combustível, com 159 participações registadas, sofreram uma diminuição de 32,9% em relação ao ano anterior.

Lisboa, Porto e Braga foram os distritos responsáveis por 63% do total de participações em território português.

Relativamente aos crimes de roubo de viatura, registaram-se 166 participações (menos 75 que em 2013) em 2014, o que representa num decréscimo de 31,1% dos casos.

Segundo o RASI, em 2013 este tipo de crime também tinha diminuído, verificando-se uma tendência de decréscimo no período 2010-2014.

Os distritos de Lisboa e Porto foram responsáveis por 65% do total das participações.

Quanto aos crimes de roubo em residência, foram participados 731 em 2014 (menos 117 casos que em 2013), o que representa uma diminuição de 13,8%. Já no ano passado se tinha verificado uma diminuição semelhante à registada este ano.

Lisboa concentrou 35% das participações que, juntamente com os distritos de Porto, Setúbal, Faro e Leiria determinaram um nível de incidência de 72%.

Também os roubos de transporte de valores sofreram uma diminuição de 15% relativamente a 2013, com menos três casos registados, verificando-se uma tendência de decréscimo no período 2010-2014.

Quanto ao furto de metais não preciosos, registaram-se 8.448 ocorrências em 2014 (menos 4.974 casos), o que significa uma diminuição de 37,1%. Desde 2012, altura em que este tipo de crime foi autonomizado, que se verifica uma diminuição, refere o documento.

Os distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém – seguidos dos de Aveiro e Porto – são responsáveis por 61% deste tipo de crimes.

Globalmente, a criminalidade violenta e grave desceu 5,4 por cento, em 2014, segundo o RASI.

De acordo com o relatório, que apresenta os principais resultados da criminalidade e atividade das forças e serviços de segurança, o ano passado registaram-se 19.061 casos de criminalidade violenta e grave, menos 1.086 do que em 2013.

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