Vila Verde

Prébuild vê-se a mãos com dívida de 150 milhões ao Novo Banco

O grupo Prébuild, liderado pelo empresário vilaverdense João Gama Leão, vê quatro das suas empresas sujeitas a processos de recuperação. A TglobalSuply (trading), Goldenpar (holding), Porama e Izibuild (ex-Mestre Maco) entraram num processo especial de revitalização (PER) a pedido dos credores. Esta restruturação no grupo Prébuild surge após uma série percalços e da forte exposição financeira à família Espírito Santo, com mais de 20 milhões de euros aplicados na Espírito Santo International e financiamento no BES para aquisições em Portugal. Neste momento, a dívida ao Novo Banco já ultrapassa os 150 milhões de euros.

Entre a série de vicissitudes que levaram a estes resultados pode contar-se a retração da economia Angolana que levou a que a Porama, empresa fabricante de portas e roupeiros com vendas na ordem dos cinco milhões de euros, ficasse praticamente parada. A firma sofreu com o cancelamento do negócio afeto a 20 mil casas na Argélia, devido à legislação laboral que impedia que técnicos portugueses auferissem salários mais elevados que os argelinos.

A saída do mercado da Colômbia, provocada por desavenças com o parceiro de negócios Santo Domingo, e o cancelamento da encomenda por parte da Decathlon de 1,5 milhões de bicicletas à Prébuild Sport, que garantia a produção até 2018, são outros fatores que contribuíram decisivamente para as dificuldades económicas sentidas pelas quatro empresas do grupo. A TglobalSuply (trading) e Goldenpar (holding), sociedades já desativadas mas com dívidas de 250 milhões (repartidas pelo Novo Banco e empresas do universo Prébuild), e que atuavam sobretudo em Angola, foram propostas este mês, pelos credores para os PER.

Todos estes contratempos, bem como alguns projectos de diversificação de negócio mal sucedidos, levaram a que metade da faturação da Prébuild, perto de 640 milhões de euros, corresponda às transacções efetuadas em Angola.

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