Região

CDU em defesa dos compartes de baldios

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Uma delegação da candidatura da CDU às próximas eleições legislativas pelo distrito de Braga, integrada por Carla Cruz, cabeça de lista, e os candidatos João Frazão, membro da Comissão Política do PCP e Filipe Gomes, da Direcção Nacional do PEV, encontrou-se  com o Presidente do Conselho Directivo do Baldio de Vilar da Veiga, em Terras do Bouro.

Neste encontro, que serviu para trocar de impressões sobre a situação dos baldios, que têm sido objecto de uma brutal ofensiva por parte do governo PSD/CDS, e sobre o Parque Nacional da Peneda – Gerês, foi bastante significativa a convergência de posições e de preocupações face à evolução deste sector.

Ficaram ainda claros os perigos para os baldios que decorrem das alterações à Lei dos Baldios, que a maioria na Assembleia da República impôs, contra a vontade da generalidade das Assembleias de Compartes. Com estas alterações, como recordou Carla Cruz, “o PSD e o CDS pretendem roubar os baldios aos seus legítimos donos, os compartes, abrindo caminho à sua privatização”.

A também deputada do PCP na Assembleia da República acrescentou que está situação é tanto mais grave quanto os baldios têm sido, no nosso país, “um elemento que, ao representar uma possibilidade de rendimento complementar para as populações, tem permitido contrariar a sua fuga do mundo rural e a sua desertificação crescente”.

Ao subverter o conceito de comparte, e ao abrir para a possibilidade de introdução dos baldios no comércio jurídico, bem como ao admitir a sua extinção e entrega às autarquias do seu vasto património, “a maioria e o Governo procuram, de facto, destruir um riquíssimo trabalho desenvolvido ao longo de dezenas de anos pelos compartes, e permitir a sua entrega aos apetites das empresas das celuloses e dos aglomerados de madeiras”, explica Carla Cruz.

A cabeça de lista da Coligação PCP-PEV citou mesmo o caso dos Baldios da área do Parque Nacional da Peneda Gerês para valorizar o seu trabalho, que muitas vezes se substitui ao próprio Parque, a braços com a falta de autonomia e de meios técnicos e humanos. “É inadmissível”, afirmou “que o único Parque Nacional do país não tenha uma gestão autónoma, sediada na região, sendo gerido a partir de fora, sem a atenção e os meios necessários”. Lembrando as propostas que a CDU apresentou na Assembleia da República sobre esta questão, a candidata reafirmou o seu compromisso de tudo fazer para, no quadro de uma outra política patriótica e de esquerda, insistir nessa reclamação.

Carla Cruz tomou ainda contacto com os atrasos na abertura de concursos para investimentos na floresta no quadro do PDR 2020, o que está a prejudicar o desenvolvimento de acções, designadamente na área do Parque, com vista ao combate às infestantes que, neste momento, se disseminam sem controlo.

Redação

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