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Migrações: Liga apela à solidariedade dos bombeiros para com os refugiados

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A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) apelou hoje à solidariedade das associações humanitárias de bombeiros (AHB) de todo o país para o “acolhimento e integração” de refugiados.

Numa nota hoje divulgada, a LBP, “instituição comprometida com os valores do humanismo e da solidariedade, apela à solidariedade das AHB de todo o país”, pois, “não pode ficar indiferente”, perante o “problema social de consequências dramáticas para milhares de migrantes provenientes do Médio Oriente”.

Para isso, a Liga “solicita às AHB a sua opinião sobre esta temática” e questiona-as sobre a “disponibilidade e abertura para o eventual acolhimento e integração dos migrantes que se fixarão em Portugal”, acrescenta o mesmo comunicado.

Numa “informação interna” dirigida a todas as associações, a LBP “apela para que as instituições que são responsáveis concorram com a sua indispensável colaboração no sentido de encontrar, conjuntamente, a melhor solução de atuação e, ao mesmo tempo, a melhor capacidade de resposta a fim da satisfação de uma missão”.

Trata-se, no fundo, de uma missão para a qual, pela “génese humanitária que envolve o trabalho de voluntariado”, os bombeiros estão “fortemente vocacionados e habilitados”, sustenta a Liga.

“Não estamos preocupados em sensibilizar” as associações de bombeiros para esta causa, “pois elas já estão sensibilizadas, mas queremos, sobretudo, conhecer as suas disponibilidades e meios”, sublinhou, hoje, à agência Lusa, o presidente da LBP, Jaime Marta Soares.

O presidente do Conselho Executivo da Liga já foi, “de resto, contactado por várias associações humanitárias de bombeiros”, manifestando-lhe a “total disponibilidade para ajudarem a arranjar casa, emprego e escola” aos refugiados acolhidos em Portugal, no sentido de virem a ter “uma vida digna”.

A primeira associação de bombeiros a reagir ao comunicado da LBP foi a de Cacilhas (Almada), adiantou Jaime Marta Soares, escusando-se a referir outras associações que também já o contataram.

Para não correr o risco de esquecer alguma associação, “limito-me a referir a primeira”, explicou.

“Também já recebemos sugestões de algumas associações” para “articular a ação dos bombeiros com outras entidades” e “levar a cabo da melhor forma este projeto humanitário”, concluiu o presidente da Liga.

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