Braga

“Francisco reconhece que o bom povo português pode ser santo”, diz Arcebispo de Braga

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Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz, reagiu hoje com grande alegria às palavras do Papa Francisco sobre o povo português, patentes no discurso pontifício entregue aos membros do episcopado católico no âmbito da visita “ad Limina”.

O prelado começou por sublinhar as palavras do Sumo Pontífice, que apontou as gentes portuguesas como um povo “bom, hospitaleiro, generoso e religioso”, que “ama a paz e quer a justiça”. O Arcebispo de Braga também afirmou sentir-se orgulhoso pelos elogios tecidos aos sacerdotes e ao episcopado português, descrito como “fraternalmente unido” por Bergoglio.

“Nas palavras do Papa Francisco, dirigidas à Igreja portuguesa, encontro um estímulo para o programa pastoral da Igreja Bracarense deste ano”, afirmou D. Jorge Ortiga, ao mesmo tempo que apontou as visitas pastorais como veículo de “metódica evangelização dirigida às pessoas e comunidades”.

Contudo, o prelado não deixou de concordar com o diagnóstico realista traçado pelo Papa Francisco e já antes reconhecido pelo episcopado português: há paróquias estagnadas e a necessitar de reavivar a fé baptismal. O tema pastoral da Arquidiocese, “redescobrir a identidade cristã”, vai, aliás, ao encontro dessa análise.

Jorge Ortiga realçou ainda a importância dos jovens para a Igreja e a necessidade de ser trabalhada uma “fé viva e vivida” que futuramente se traduza em cristãos adultos e responsáveis na Igreja e no mundo.

“Francisco também recorda que, sem esta adesão pessoal a Cristo, a Igreja não conseguirá deixar a sua marca positiva na sociedade hodierna. Ninguém ignora que hoje assistimos a uma quase imposição de um pensamento único ao qual todos, quase sempre inconscientemente, aderimos. A Igreja deve ter a capacidade criativa para propor, ousadamente, um pensamento diferente, fundado na verdade de Cristo, verdadeira e única fonte de mundo novo na sua dimensão cultural e social”, sublinhou.

“Os portugueses podem estar certos disto: se forem fiéis a Cristo, Portugal não só terá um povo bom, hospitaleiro, generoso e religioso, que ama a paz e quer a justiça, como terá um povo santo. E um país com um povo santo é um país melhor”, concluiu o Arcebispo de Braga.

A visita “ad Limina” é realizada pelos bispos do mundo inteiro e tem por objectivo reforçar as “suas responsabilidades” em comunhão com o Papa. A última visita dos bispos de Portugal aconteceu em Novembro de 2007, durante o pontificado de Bento XVI.

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