Vila Verde

“Grandes superfícies comerciais devem reservar quotas para vendas de produtos locais”

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Candidatos da coligação Portugal À Frente, Rui Silva e Miguel Peixoto, dedicaram dia à agricultura e aos produtores vilaverdenses.

As grandes cadeias de supermercados, existentes em Portugal, devem “reservar quotas para vendas de produtos cultivados localmente”. A ideia foi defendida hoje por Rui Silva e Miguel Peixoto, candidatos a deputados da Assembleia da República, pela coligação Portugal À Frente, no circulo eleitoral de Braga, depois de terem estado à conversa com os produtores agrícolas de Vila Verde.

No dia dedicado à Agricultura, a primeira entidade a ser consultada foi a CAVIVER (Cooperativa Agricola de Vila Verde), presidida por Fernando Xavier. Na companhia do presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, os candidatos a deputados ouviram o dirigente confessar “muita dificuldade dos agricultores entrarem no mercado e escoarem os seus produtos, devido à força das grandes superfícies comerciais”. Fernando Xavier admitiu que aceitou o convite dos candidatos por acreditar que “irão ser deputados” e, como tal, “defenderão os interesses de Vila Verde e dos agricultores do concelho”.

No sentido de dar alguma tranquilidade aos agricultores vilaverdenses, Rui Silva garantiu que o atual Secretário de Estado da Alimentação, Vieira de Brito, e a própria Ministra da Agricultura têm feito “um trabalho tremendo de aproximação e negociação com essas grandes superfícies”, com o objetivo destes aprofundarem a aposta nos produtos agrícolas portugueses.

Ora, é precisamente nesta “articulação, no terreno, entre Governo, autarquias, empresários e associações agrícolas” que Rui Silva acredita residirem “as condições de sucesso para uma agricultura mais forte”. “Só assim se poderá, aos poucos, ir corrigindo a elevada burocracia de que os agricultores se queixam”, acrescentou. É que, segundo Fernando Xavier, presidente da CAVIVER, “os trabalhadores vilaverdenses sabem por onde devem ir, mas a imensa teia burocrática não permite o crescimento”.

Por seu turno, Miguel Peixoto recordou que o concelho de Vila Verde tem “muita tradição na área da agricultura” e é com “satisfação” que vê “cada vez mais jovens vilaverdenses ligados e de regresso a este sector vital”.

No final, Fernando Xavier confessava que “os agricultores saíram mais motivados, depois da conversa” com aqueles que considera virem a ser “deputados da Assembleia da República”.

“Agricultura não é o parente pobre das oportunidades de negócio”

O périplo continuou à tarde, nas instalações da coelheira de Miguel Leal, em Marrancos, uma das cinco coelheiras com mais produção a nível nacional, vendendo 16 mil coelhos, de seis em seis semanas, reproduzidos por 2.200 fêmeas ‘parideiras’ permanentes.

Tendo em conta estes números, Miguel Peixoto, dirigente da JSD e candidato a deputado da coligação PàF, considera que “facilmente se percebe que a agricultura não é o parente pobre das oportunidades de negócio”. “Este é o exemplo de um jovem que traçou um projeto de vida, diferente da área em que foi formado (Direito), e o fez com grande sucesso”, concluiu.

Em Escariz, o candidato a deputado pela coligação, Rui Silva, ouviu José Manuel Araújo – responsável máximo pela ‘Gida Carnes’ – salutar e considerar “uma mais-valia estas visitas dos agentes políticos ao terreno”. “É bom ouvirem a opinião dos agricultores no terreno. Só assim se inteiram da realidade das coisas”, concluiu o empresário que negoceia mensalmente cerca de 300 animais.

A jornada dedicada à agricultura terminou, depois, na Vila do Pico de Regalados, onde Rui Silva, já acompanhado dos vereadores municipais, Patrício Araújo e Júlia Fernandes, se inteirou do progresso da exploração de mirtilos de Tadeu Alves. Trata-se de uma exploração agrícola que, só este ano, comercializou mais de 14 toneladas de mirtilos.

Tadeu Alves estima que, em 2019, os 50 hectares de terreno sejam suficientes para gerar uma receita que varie entre os 12 e os 15 milhões de euros e que possam empregar, nos meses de Junho a Setembro, mais de 700 pessoas. “Espero que se continue a fazer o bom trabalho que se tem feito no sector agrícola, nos últimos anos. Nota-se que, quer a ministra, quer os secretários de estado, nesta área, são pessoas do terreno, que se preocupam em ouvir o agricultor”, finalizou.

Redação

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