Vila Verde

Pais de Soutelo ameaçam boicotar início de ano letivo

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A comunidade soutelense, concelho de Vila Verde, continua em estado de indignação perante o encerramento de duas turmas de Jardim de Infância (JI), que implica o deslocamento de crianças de tenra idade (3-6 anos) para fora de uma freguesia que perfaz o número mínimo de crianças exigido por lei e onde recentemente foi investido um milhão de euros na construção de um novo centro escolar, com dez novas salas dotadas de excelentes condições. Na iminência do arranque do novo ano escolar e sem uma resposta cabal por parte das entidades competentes, é tempo de avançar com novas formas de luta e mais de uma centena de encarregados de educação reuniram ontem (11 de setembro) para delinear o caminho a seguir, onde marcou também presença o executivo da Junta de Freguesia de Soutelo, liderado por Filipe Silva, e vários elementos da Assembleia de Freguesia.

Registou-se uma forte afluência por parte dos pais, que ergueram a sua voz em protesto contra uma medida que atenta contra o livre acesso à educação por parte das nossas crianças e prejudica a qualidade de vida das famílias soutelenses.

Os soutelenses não tiveram medo de dar a cara nem de esconder o estado de revolta perante uma decisão irrefletida e incompreensível numa matéria tão sensível e com jovens em idade tão precoce, numa manifestação de força que espelha de forma clara o sentido de união e entreajuda entre a comunidade de Soutelo. No total, o número de crianças afetadas pela medida não chega às duas dezenas. No entanto, ontem, mais de uma centena de encarregados de educação (mesmo que não tenham sido diretamente afetados por este despacho), uniram-se numa atitude solidária, altruísta e louvável, uniram-se em prol do futuro das nossas crianças.

Aumenta a onda de indignação

Em conjunto, decidiram elaborar um abaixo assinado (que será entregue hoje mesmo no Agrupamento de Escolas de Vila Verde, Câmara Municipal de Vila Verde, Provedor de Justiça e DGEST) em que se exige a reversão da decisão e em que se solicita ao Agrupamento de Escolas de Vila Verde a facultação dos dados enviados para o DGEST.

A onda de indignação que se fez sentir levou também os encarregados de educação a decidirem unanimemente boicotar o arranque do novo ano letivo enquanto a situação não for resolvida.

Os pais garantem que não vão calar a sua revolta e estão ser preparadas novas ações de protesto se não houver solução à vista durante os próximos dias.

No dia 3 de julho, foram afixadas as listas que indicavam a constituição de quatro turmas na freguesia, num edital oficial, emitido pelo Agrupamento de Escolas de Vila Verde. “Nos termos do nº 12 do artº 6º do já referido Despacho Normativo nº 7-B/2015, de 07/05, a matrícula torna-se definitiva”…quando estiver concluído o processo de distribuição das crianças e dos alunos pelos estabelecimentos de educação e de ensino”.

Os soutelenses exigem a manutenção das turmas conforme o edital afixado e solicitam ao Agrupamento os dados enviados para o DGEST. Recorde-se que a Junta de Freguesia de Soutelo, há cerca de duas semanas, enviou um comunicado para o DGEST a manifestar o seu descontentamento e a exigir o acesso aos critérios utilizados nesta tomada de decisão.

Por sua vez, o DGEST remeteu responsabilidades para o Agrupamento de Escolas de Vila Verde, que rejeita ter culpas no cartório. Perante esta indefinição, com o tempo a urgir e o novo ano escolar prestes a arrancar, a comunidade soutelense não vai baixar os braços perante esta injustiça e estão a ser preparadas novas formas de luta.

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