Vila Verde

“Esta coligação colocou sempre ‘Portugal à Frente’ nos últimos quatro anos”

Da Europa veio, mais tarde, uma visão do País mais centrada na imagem que Portugal goza no seio das instâncias internacionais. José Manuel Fernandes, eurodeputado vilaverdense, natural de Moure, começou por focar aspetos concretos da diferença real registada no País, de 2011 para 2015.

“Para termos uma noção de como as coisas estão diferentes, importa referir que, quando o PS negociou com a Troika, contraímos um empréstimo de quase 80 mil milhões de euros, com juros a 5%, sendo que agora estamos a pagar juros a pouco mais de 2%. Só isto significa uma poupança anual, para o bolso dos portugueses, na ordem dos mil milhões de euros. O facto de termos cumprido com o acordado foi fundamental”, assegurou.

O eurodeputado de Vila Verde lembrou depois a lição que “todos devem tirar do caso grego”. “Se há coisa que se aprendeu com o caso grego é que, em pouco tempo, ficaram a viver bem pior do que já estavam, por falta de estabilidade governativa e sucessivas trocas de governos”, resumiu. Por cá, afirma, “estávamos em condições muito semelhantes há quatro anos, na iminência de não poder pagar reformas nem salários do sector público”. “É por isso que considero que esta coligação, já na altura em que assumiu o compromisso de cumprir o acordo celebrado com a Troika, colocou sempre Portugal à Frente”, defendeu.

A este propósito, o eurodeputado vilaverdense considerava-se ainda “chocado” com a pioneira “ameaça” de António Costa, líder do maior partido da oposição, o PS, de “não aprovar o Orçamento de Estado para 2016, se perder as eleições”. “Como é que o líder do principal partido da oposição garante que vai reprovar o Orçamento de Estado para 2016 se perder as eleições, sem sequer o conhecer ainda? Isto é arrogância, é embarcar numa ideia de «ou eu ou o caos»”, analisou.

Para José Manuel Fernandes são, por outro lado, injustificadas as queixas de alguns portugueses face à União Europeia e às regras que põe em prática no espaço europeu. “Eu costumo perguntar, aos mais críticos, onde é que se vive melhor que na União Europeia, com a mesma paz, a mesma segurança, os mesmos apoios sociais? Por norma, fico sem resposta, porque ninguém encontra melhor exemplo”, desvendou.

Voltando à realidade do País, José Manuel Fernandes considera que, quatro anos depois e com Pedro Passos Coelho como Primeiro Ministro, o país reconquistou a confiança das instâncias europeias. Neste sentido também, foi já a capacidade negocial de Pedro Passos Coelho que permitiu que, até 2020, no quadro de fundos de apoio da União Europeia, Portugal venha a receber quase 27 mil milhões de euros, algo como 11 milhões de euros por dia.

“Estamos num momento decisivo, de podermos deixar a governar, em tempos de maior acalmia, quem nos soube governar em tempos dificílimos. E, no caso de Vila Verde, é nosso dever darmos o nosso melhor para que estes dois deputados vilaverdenses possam defender os nossos interesses, em Lisboa, junto do poder central, nos próximos quatro anos”, desafiou.

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo