Vila Verde

Fernando Negrão e Otília Gomes, juntaram-se ao candidato vilaverdense a deputado, Rui Silva, na Lage

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Fernando Negrão e Otília Gomes, juntaram-se ao candidato vilaverdense a deputado, Rui Silva, na Lage, e apelaram a uma aposta no crescimento estável e sustentável da economia portuguesa.

“O mundo vive, por esta altura, um período muito conturbado e nestas circunstâncias, internamente, o melhor que temos a fazer é apostar num governo prudente e ponderado”. A ideia foi defendida, ontem à noite, na freguesia da Lage (Vila Verde, por Fernando Negrão, deputado do PSD na Assembleia da República (AR) e candidato a deputado pela coligação Portugal à Frente, que diferenciou “os que, nos últimos anos, têm governado com prudência e os que, até então, vinham embarcado em inúmeras aventuras despesistas”.

apostar num governo prudente e ponderado

Fernando Negrão e Otília Gomes juntaram-se a Rui Silva, candidato vilaverdense a deputado da AR, na companhia dos autarcas locais Carlos Pedro, presidente da Junta de Freguesia da Lage, e António Vilela, presidente do Município de Vila Verde, para analisar os últimos quatro anos de governação e apontar metas para o futuro. Os lagenses responderam “presente” e lotaram o salão nobre da sede da Junta de Freguesia.

Fernando Negrão não tem dúvidas: “esta coligação é a que melhores condições de estabilidade oferece ao País”. “Recordemos 2011. O País precisava de financiamento e não havia a quem recorrer. Até Mário Soares e Teixeira dos Santos viriam, publicamente, a atestar a teimosia de Sócrates na recusa de pedir auxílio à Troika, perante a inevitabilidade. Nós acabamos por herdar uma situação difícil, mas assumimos os compromissos e devolvemos a credibilidade e soberania a Portugal”, analisou.

 

Sessão Freguesias Lage (9)

O candidato da coligação prosseguiu, lamentando que poucos partidos estejam aptos, na atualidade, para o diálogo ou a negociação. “Com o PCP e o BE não é simplesmente possível, porque contrariam a ideia de Portugal no Euro e numa união com as regras da UE. O PS, neste momento, tem um líder que faz ameaças como as que todos nós conhecemos e que promete não dialogar com a coligação, a propósito dos temas mais importantes para o País, em caso de derrota”, lamentou.

A ideia de Negrão assentou, claramente, na separação entre dois blocos com capacidade governativa: “o PS que nos trouxe até à situação que vivíamos há quatro anos e esta coligação, que nos trouxe desde esse ponto até aos dias de hoje, em que voltamos a respirar novamente ares de confiança”. O deputado lembrou, a título de exemplo, o progresso registado em sectores como o da Agricultura e o do Turismo. “Registámos um aumento como nunca houve no turismo e pusemos a agricultura, de novo, no mapa da economia”, afirmou.

A primeira intervenção da noite, depois da apresentação dos oradores feita pelo presidente da Junta de Freguesia da Lage, Carlos Pedro, foi porém do candidato vilaverdense a deputado, Rui Silva, que pediu mais quatro anos de governação para uma coligação que “devolveu ao país a sua autonomia”. “Se queremos o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos assegurado, temos que continuar a apostar num Governo realista e consciente. Um Governo que, depois de se livrar do protetorado da Troika – que impôs condições muito duras – poderá finalmente fazer mais e melhor pelo desenvolvimento do país, com uma política soberana”, comentou Rui Silva.

houve sacrifícios, para todos, especialmente para os que mais podiam, não há que esconde-lo

O candidato da coligação Portugal à Frente admite que “houve sacrifícios, para todos, especialmente para os que mais podiam, não há que esconde-lo”, mas defendeu que “esta política de contas rigorosas trouxe-nos de novo a esperança num país equilibrado e credível”, antes de sublinhar a importância da estabilidade da economia portuguesa, “fundamental para que os empresários saibam com o que podem contar, para que se sintam aptos a investir e a arriscar mais”.

O candidato a deputado assegurou, ainda, que não terá problemas “de ser uma voz incómoda, em Lisboa, se isso for de encontro aos interesses de Vila Verde e dos vilaverdenses”.
Ainda em relação ao projeto do PS, Rui Silva vê o líder do partido da oposição, António Costa, como “um homem só”, a duas semanas das eleições, e considera que os socialistas estão “desiludidos” com o seu líder.

Assumimos o compromisso e, ao contrário da Grécia, voltámos a ser um país soberano

Coube a Otília Gomes recordar o caso grego para avisar os presentes para “os perigos da instabilidade económica e governativa de um país”. “O Tsipras ganhou as eleições este fim-de-semana. A Esquerda regozija novamente. Mas, esquece-se de uma coisa. É que, na Grécia, nos próximos anos, ainda serão os credores – ou a Troika, se assim quiserem – a ditar as regras de governação daquele país”, lembrou, antes de fazer a distinção para o que aconteceu em Portugal, nos últimos tempos. “Nós, nos últimos quatro anos, trilhámos um caminho diferente. Assumimos o acordo estabelecido com os credores, pelo governo anterior convém recordar, e hoje somos novamente um país soberano e que define as suas próprias políticas”, resumiu.

Otília Gomes fez, ainda, referência às “12 avaliações positivas da Troika” que permitiram, recentemente, a Portugal “financiar-se nos mercados a condições mais vantajosas e não precisar da última tranche de apoio” das instâncias europeias.

Sessão Freguesias Lage (11)

Segundo a candidata a deputada, o atual governo de coligação “reduziu em 12 mil milhões de euros as gorduras do Estado português, enquanto o PS passou os quatro anos a assobiar para o lado, fazendo de conta que não era nada com eles”. “É importante que o país continue com as importantes reformas que estão em marcha e, para isso, precisamos de um Governo credível e prudente como da coligação”, concluiu.

Redacção

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