Esposende

Praga de jacintos ataca Rio Cávado e já há município a pedir intervenção da APA e ICNF

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Determinado em por fim à praga de jacintos de água no Rio Cávado, o Município de Esposende solicitou a intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O problema ataca vários municípios do Cávado.

Em ofício enviado a estes organismos, o Presidente da Câmara de Esposende, alerta para a gravidade da invasão, “sem precedentes”, da designada espécie Eichhornia crassipes no estuário do Cávado.

Benjamim Pereira nota que estas plantas invasoras aquáticas “constituem uma verdadeira praga, na medida em que competem com as espécies autóctones, impedem a entrada da luz solar e a oxigenação da água, acarretando, pois, graves consequências para a flora e fauna locais”.

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Acrescenta que os jacintos ocupam partes significativas da superfície do rio, “comprometendo práticas económicas e de lazer, bem assim como prejudicando explorações agrícolas na medida em que as mesmas são usualmente dependentes da captação de água para a rega”.

O autarca de Esposende refere que os efeitos nefastos dos jacintos de água atingem ainda outras dimensões, nomeadamente em termos económicos, já que se estima que este ano, e só em Esposende, venham a ser recolhidas cerca de 100 toneladas, representando custos elevadíssimos, quer ao nível de recursos humanos, de maquinaria e de transportes, a que se somam os encargos com a deposição no aterro sanitário, solução que tem vindo a ser adotada devido às dificuldades logísticas de proceder à sua compostagem.

Face a estas questões, o presidente da Câmara de Esposende questiona a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas sobre “as ações que empreenderão no sentido de averiguar a origem desta praga” e “sobre as medidas de controlo necessárias que implementarão para evitar estes fenómenos periódicos”.

Benjamim Pereira aproveita para chamar a atenção para o facto de o Decreto-Lei relativo ao controlo desta espécie invasora não fazer referência à sua existência na bacia do Cávado, propondo a revisão deste aspeto, por entender que “constituirá uma forma de se assegurar, porventura, uma efetiva inclusão desta problemática no contexto das campanhas de erradicação de espécies invasoras”.

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