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Cerca de 600 ninhos de Vespa Asiática destruídos em Vila Verde

(reportagem) É o número mais recente lançado pelo Município de Vila Verde. Desde 2012, e até ao momento presente, entre ninhos primários e secundários, foram destruídos cerca de 600 ninhos, no concelho de Vila Verde.

Em declarações ao Vilaverde.net, Patrício Araújo, vereador da Câmara de Vila Verde, lança ainda outro dado, este relativo em 2015. “Até ao dia 30 de outubro, o Município de Vila Verde procedeu à destruição de 195 ninhos”, esclarece.

Para o efeito de combate a esta praga, o Município tem montado um dispositivo que assenta, sobretudo, no trabalho de uma brigada específica de cinco elementos (uma técnica superior e quatro operacionais) que tem como missão fundamental a monitorização, avaliação e destruição dos vespeiros.

“Assim, a função desta equipa começa por uma triagem inicial às comunicações recebidas nos serviços municipais, elaborando-se, a partir daí, uma avaliação no terreno com posterior planeamento de atuação”, explica Patrício Araújo, acrescentado que cada uma das ações tem graus de prioridade diferentes.

“As mais prioritárias, consideradas as mais urgentes, referem-se aos vespeiros localizados em habitações ou em edifícios públicos. Seguem-se, por ordem de prioridade, os vespeiros localizados em jardins e espaços públicos mais frequentados e só depois os vespeiros detetados em zonas florestais e agrícolas situadas em zonas acessíveis”, refere o vereador.

A deteção e sinalização das ocorrências pode ser feita por qualquer cidadão, autoridade ou entidade coletiva, sendo os alertas dirigidos à DGAV (Direção Geral de Veterinária) ou à Câmara Municipal através dos contactos institucionais à disposição do público.

Uma vez identificada corretamente a situação, a equipa técnica municipal irá tentar proceder a uma destruição com recurso preferencialmente ao método de incineração (tratando-se de espaços ao ar livre). Caso o ninho de Vespa Velutina se encontre no interior de um edifício, poderão ser usadas outras técnicas de neutralização (nomeadamente inseticidas) e de remoção dos vespeiros.

 Elogios pelo poder central ao trabalho de Vila Verde

O trabalho realizado pelo Município de Vila Verde tem sido muito elogiado pelo poder central, sobretudo pelas autoridades com competência de atuação nesta matéria. “Talvez por isso foi também alvo de pedidos de troca de experiencias e de aprendizagem em termos de atuação por parte de Municípios vizinhos”, diz Patrício Araújo, que mesmo assim faz esclarecimento.

“O combate à Vespa Velutina não é uma obrigação exclusiva da Câmara Municipal, cabendo essa responsabilidade à sociedade civil no seu todo. Cada munícipe pode assumir por si um importante papel neste âmbito, sobretudo na sinalização e controlo dos vespeiros”, diz, apontando ainda para as regras e procedimentos divulgados no site www.SOSvespa.pt. “Uma plataforma onde é possível introduzir eletronicamente informações sobre o avistamento de ninhos de vespa asiática”, refere Patrício Araújo.

Contributo dos apicultores

O Município considera, também, especialmente importante o contributo dos apicultores do concelho, atuando, designadamente, no plano preventivo, através da instalação de armadilhas para apanhar as chamadas “vespas fundadoras”, durante o período que vai de fevereiro até maio de cada ano.

“Refira-se, entretanto, que o estigma de vespa assassina atribuído à espécie Velutina não representa um perigo direto para o comum das pessoas, com exceção dos casos de alergia específica”, diz o vereador, que explica que a fama de vespa assassina “tem fundamentalmente a ver com a sua ação predatória sobre as abelhas do mel apis melífera” e não propriamente “com o perigo potencial que a mesma representa para a generalidade da população humana”.

Reconhecimento aos funcionários municipais no combate à praga

“Queremos fazer um reconhecimento público e de apreço em relação ao conjunto de funcionários municipais que, de forma abnegada e muito dedicada, têm desenvolvido um trabalho de grande importância social, económica e ambiental no combate a esta praga”, destaca Patrício Araújo em nome da autarquia vilaverdense.

 

 

 

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