Braga

Palácio do Raio será importante polo de atracção turística da Cidade

O Palácio do Raio iniciou hoje, 28 de Dezembro, um novo capítulo da sua história, abrindo-se à Cidade como Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga.

Na cerimónia de inauguração deste núcleo museológico, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, considerou que a reabilitação do Palácio do Raio tem todas as condições para ser um polo de atracção turística e factor de dinamização e desenvolvimento económico da Cidade de Braga.

Na ocasião, Ricardo Rio enalteceu o trabalho realizado pela Santa Casa da Misericórdia de Braga e, em particular, pelo seu Provedor na recuperação de uma das mais importantes obras da arquitectura barroca do país e um dos ‘ex-libris’ da Cidade.

Segundo o Autarca Bracarense, a reabilitação do Palácio do Raio é um projecto exemplar ao nível do envolvimento e empenho de diversas entidades.

“Este é um esforço que tem de ser prosseguido quer do ponto de vista nacional, quer local. É importante que unamos as mãos para remover obstáculos e criar condições para que os diversos promotores tenham os estímulos necessários para criar estes projectos e, sempre que possível, consigam obter financiamento”, afirmou.

Ricardo Rio lembrou que Braga é uma Cidade com um património de referência nacional e internacional, destacando os esforços que têm sido desenvolvidos na recuperação do Bom Jesus do Monte, candidato a Património da Unesco, no trabalho realizado no Mosteiro de Tibães, nas intervenções que a Universidade do Minho está a fazer no Largo do Paço ou ainda na conservação das Sete Fontes que valeu ao Município de Braga uma menção honrosa na 27ª edição do Prémio IHRU 2015.

Já o provedor da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis, sublinhou o trabalho que a instituição realizou em prol do património, sem nunca esquecer a sua vocação assistencial. Para Bernardo Reis, as “Misericórdias Portuguesas são uma mais-valia para o país e uma grande referência na área da cultura”.

Bernardo Reis agradeceu a todas as entidades que ajudaram a concretizar o projecto, deixando uma palavra de reconhecimento ao presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, “um homem de Cultura” que soube tomar as decisões certas e permitiu que o Palácio do Raio fosse devolvido à fruição de todos os Bracarenses.

Por seu turno, o ministro da Cultura, João Soares, considerou “muito importante” o restauro do Palácio do Raio, fruto do trabalho conjunto da Autarquia e da Santa Casa da Misericórdia. O governante salientou a importância da colaboração entre Estado, Autarquias e outras instituições, referindo que é “nesta lógica de cooperação com Santas Casas e com o poder local que o Governo quer trabalhar”.

Construído entre 1752-55 sob o desenho de André Soares, o palacete serviu de habitação à família de João Duarte de Faria, o primeiro proprietário, e foi adquirido, já em 1853, por Miguel José Raio, que acabou por lhe dar nome.

Nos finais do Século XIX, o edifício, hoje classificado como Imóvel de Interesse Público, passou para as mãos da Santa Casa da Misericórdia de Braga. E assim se manteve até 1974. Durante várias décadas acolheu serviços hospitalares e, em 2012, voltou à posse da Misericórdia que o reabilitou integralmente, num projecto co-financiado pelo ON.2 – O Novo Norte.

No Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga é possível viajar pela história da multisecular Santa Casa, através de dez núcleos temáticos.

Da arte sacra, à pintura, passando pela escultura e cerâmica, até à ourivesaria e documentação arquivística, o acervo da exposição permanente é apresentado de forma interactiva e dinâmica, com sonoplastia ambiente, vídeos e outros elementos que permitem também contemplar toda a beleza arquitectónica e artística do edifício.

 

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