Braga

Vítor Sousa paga caução de 100 mil euros para ficar em liberdade

Está definida a caução para a liberdade de Vítor Sousa. O antigo autarca, que estava detido desde quinta-feira (4 de fevereiro) foi hoje posto em liberdade, mediante o pagamento de uma caução de 100 mil euros. Em causa está o processo Transportes Urbanos de Braga (TUB).

De acordo com a juíza de instrução criminal no Tribunal de Braga, Vítor Sousa está “fortemente indiciado” de corrupção passiva para ato ilícito e de administração danosa. O ex-vice presidente da Câmara de Braga e ex-administrador dos TUB fica também proibido de se ausentar do país, tendo de entregar o seu passaporte. Terá também de se apresentar quinzenalmente, às sextas-feiras, no posto policial da sua área de residência.

Também Cândida Serapicos, “fortemente indiciada” dos mesmos crimes de Vítor de Sousa, fica em liberdade. A ex-vogal da administração dos TUB terá de pagar uma caução de 27 mil euros, entregar o passaporte e apresentar-se de 15 em 15 dias à polícia.

Luís Vale, diretor dos TUB e arguido do mesmo processo por estar “fortemente indiciado” de corrupção passiva para ato ilícito e administração danosa, terá de pagar uma caução de 23 mil euros para ficar em liberdade. Além de ter de entregar o passaporte e de se apresentar na polícia a cada duas semanas, o arguido terá de suspender funções.

No mesmo processo, são ainda arguidos dois “altos quadros” da empresa MAN, “fortemente indiciados” de corrupção ativa corrupção em prejuízo do comércio internacional e de administração danosa. Terão de se apresentar quinzenalmente na polícia e ficam proibidos de qualquer contacto entre eles, com funcionários da MAN, dos TUB e com outros envolvidos no processo.

A detenção dos cinco arguidos ocorreu na quinta-feira, no cumprimento de mandados emitidos no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público – Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga. Segundo um comunicado da Polícia Judiciária, os administradores dos TUB terão recebido “várias centenas de milhares de euros” como “contrapartidas” por alegadamente beneficiarem a MAN na aquisição de autocarros. Ainda de acordo com a PJ, aqueles responsáveis dos TUB “presumivelmente viciaram, durante cerca de meia dúzia de anos, os procedimentos concursais para aquisição de viaturas pesadas de transporte de passageiros”. A ideia seria “beneficiar” a MAN, empresa que também foi constituída arguida neste processo.

Foto: DR

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