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Exclusivo: “Está a decorrer uma debandada geral na ASAE”

O recém-eleito presidente da Associação Sindical dos Funcionários (ASF) da ASAE, Bruno Figueiredo, afirma, em exclusivo ao Semanário V, que está em curso uma “debanda geral” daquela autoridade económica de fiscalização. No espaço de um mês foram três inspetores a abandonar este organismo.

ASAE  manifestou ao Ministro da Economia as preocupações e desmotivação sentida  pelos associados fazendo igualmente jus à máxima ‘trabalho igual salário igual’. Pretendemos que fique a saber que fazemos todos o mesmo e somos pagos pela metade (€854), enquanto nas outras organizações o reconhecimento vem na massa salarial

Segundo Bruno Figueiredo, esta situação tem-se verificado devido “à crescente desmotivação no seio do corpo inspetivo da ASAE, que se reflecte num desacreditar e consequente abandono da instituição”. Os inspetores mais novos são os mais vulneráveis.

“São inspetores nos quais a ASAE investiu bastante na sua formação e que demorarão a ser substituídos no pleno exercício das suas funções. São inspetores cuja idade se encontra muito abaixo da idade média dos inspetores na casa dos 50 anos e que se encontram na base da carreira inspetiva”, afirma Bruno Figueiredo, que já fez as contas às desistências. “Em 2015 saíram, por concurso, quatro inspetores. Já em 2016 verificámos a saída de mais três inspetores para o SEF, estando na calha mais três, a ingressar neste organismo, resultado do alargamento das vagas deste concurso”, refere o dirigente sindical, que aponta ainda uma situação grave.

Este é um problema endémico: em todos os cursos de acesso à carreira inspetiva fazem promessas, que se revelam vãs. Desde 2008 que alimentam a ideia da criação de uma carreira única, extinguindo a carreira inspetiva adjunta, o que não aconteceu”

“Tudo isto assume uma maior gravidade quando verificámos que no espaço de seis meses ingressaram, no ACT, três inspetores, em mobilidade inter-carreiras, procedimento que não é adotado pela ASAE, e que já resultou, segundo o que nos foi dado a conhecer, em cerca de 30 requerimentos de inspetores da ASAE, a solicitarem a mobilidade inter-carreiras para aquele organismo”, explica Bruno Figueiredo.

A ASF-ASAE perspetiva que o futuro da instituição esteja em risco e segundo este sindicato o orçamento de Estado para o ano de 2016 não ajuda.
“Propõe a reintrodução da regra dois por um no que toca a novas admissões na função pública, permitindo a admissão de apenas um funcionário por cada dois que saiam”, destaca, acrescentando que o futuro da ASAE está em causa.

“A missão da ASAE, na defesa dos direitos do consumidor, na promoção da livre concorrência e, em especial, na salvaguarda da saúde pública, poderá estar a ser colocada em severo risco, com as consequências daí decorrentes”, frisa Bruno Figueiredo.

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