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Casa do Povo de Ribeira do Neiva acusa câmara de falta de “elegância e lealdade”

“Perante os factos e tendo em conta o teor dos acontecimentos, mas sem pretensões de protagonismos balofos, pelos quais nunca se pautou esta Casa, consideramos no entanto que neste ato não foram, de todo, acautelados os preceitos de elegância e lealdade de que estes se devem revestir”, referiu em comunicado a direção da Casa do Povo de Ribeira do Neiva (CPRN), bem como a diretora geral da Instituição, Maria Manuela Soares, na sequência das notícias publicadas nos últomos dias.

A CPRN informou que “em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), foi apresentada por esta entidade na qualidade de promotora, uma candidatura ao Programa Operacional Inclusão Social e Emprego – POISE, ao Projeto “Contratos locais de desenvolvimento social” (CLDS) para o concelho de Vila Verde depois de aprovada pelo Conselho local de ação social (CLAS). Uma vez aprovada, deu-se início ao programa em 7/10/2015”. O projeto dispõe de gabinetes de atendimento em pontos dispersos do concelho (Marrancos, Parada de Gatim e Vila Verde), além do gabinete sede, em Duas Igrejas, num edifício da Casa do Povo.

A Instituição visou ainda que a 11 de março “foi a Direção desta Instituição, através do serviço de relações públicas do Município, via email, convidada (à semelhança de tantas outras vezes) a assistir à inauguração dos novos espaços de atendimento de vários serviços do Município e do “CLDS 3G. Feitos os discursos de circunstância, procedeu-se de seguida à assinatura de acordos de parcerias entre outros (GIP, CPCJ e CMVV) e o CLDS (?). Assim, entendemos que esta cerimónia deveria ter sido organizada pelo Município, pela Casa do Povo de Ribeira do Neiva e pela CVP; que estas últimas, já que não representadas, deveriam pelo menos ter sido mencionadas, e que não deveriam os principais intervenientes serem confrontados com o insólito de serem assinados documentos dos quais “só à última da hora se tem conhecimento”.

A Casa do Povo de Ribeira do Neiva esclareceu que o motivo do comunicado foi considerar de “extrema importância o direito à informação que assiste aos cidadãos, neste caso particular, aos vilaverdenses. A informação que lhes foi prestada naquele ato, relativa ao projeto CLDS, não foi dada com a objetividade merecida. Resta-nos salientar que o nosso esforço será cada vez maior no sentido de promover o desenvolvimento local do nosso concelho quer através do CLDS -3G, quer por outros projetos desta Instituição”.

A Instituição aproveitou ainda para agradecer e reconhecer publicamente ao Rancho Folclórico da APPACDM, “que com um entusiasmo e alegria extraordinários, deram cor ao evento”.

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