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Presidente da Junta de Soutelo vê IKEA e Nova Arcada “oportunidade de crescimento para Vila Verde”

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A abertura do novo centro comercial bracarense Nova Arcada, com o IKEA como a sua maior bandeira, dividem a opinião pública e parecem ter lançado uma nuvem negra de pessimismo e desânimo entre os comerciantes locais, que encaram o gigante internacional como uma ameaça para o já fragilizado comércio tradicional.

Uma preocupação legítima de uma área de negócio que foi fustigada ao longo das últimas décadas com o êxodo de consumidores para as grandes superfícies, mas que não se coaduna na visão do presidente da Junta de Freguesia de Soutelo sobre a matéria.

Filipe Silva não hesita na hora de apontar a abertura do IKEA (o gigante sueco será certamente o motor comercial e o maior atrativo do novo shopping) como uma oportunidade para incrementar a economia da freguesia de Soutelo e do concelho de Vila Verde.

“A nova estrutura é uma realidade incontornável e é evidente que veio para ficar. Agora, cabe-nos tirarmos o máximo partido de uma novidade que pode representar uma grande mais-valia para o concelho de Vila Verde se for explorada de forma estratégica e sistematizada. Alguns dos efeitos positivos já se começaram a fazer sentir, com a criação de centenas de novos postos de trabalho, o que é fundamental para aumentar a atratividade do território e incrementar a fixação de famílias”, referiu o autarca soutelense, que encara com otimismo os ventos de mudança e de crescimento que sopram no coração do Minho.

“Predicados ímpares que as grandes cidades nunca conseguirão oferecer”

“O IKEA vai captar gente de todo o Norte de Portugal e Galiza, aumentando exponencialmente o tráfego automóvel na região. É verdade que a variante tranquila onde o trânsito desliza com suavidade passará a ser apenas uma agradável memória do passado, dando lugar ao um aumento do frenesim automóvel na região. Um pequeno preço a pagar pelas potencialidades de crescimento que a nova estrutura acarreta. A descentralização do centro comercial (ao contrário dos restantes shoppings de Braga, localiza-se na periferia da cidade) coloca as luzes dos holofotes voltadas também para os concelhos vizinhos. Para Municípios como Amares e Vila Verde, localizados a escassos minutos do centro comercial e que estão em condições de colocar à disposição dos visitantes um conjunto de predicados ímpares, que as grandes cidades nunca conseguirão oferecer”, sublinhou Filipe Silva.

“É necessário implementar estratégias concretas e transversais ao território”

“É importante que os concelhos limítrofes encarem esta nova realidade como uma oportunidade de excelência para captarem o interesse de milhares e milhares de pessoas que vão passar a circular nos seus territórios rumo aos preços imbatíveis do gigante sueco do mobiliário. É necessário implementar estratégias concretas e transversais ao território vilaverdense para atrair estes visitantes e capitalizar o interesse crescente sobre a nossa região. Apresentar aos visitantes características únicas e diferenciadoras (natureza, tradição, gastronomia, turismo…) de um concelho que se orgulha da sua história sem descurar os ritmos do progresso e do desenvolvimento”, referiu.

Soutelo está preparado para o desafio
O autarca soutelense concluiu sublinhando de forma perentória que a freguesia está preparada para o desafio. Os visitantes encontram em Soutelo uma freguesia modernizada, com espaços de prática desportiva, duas praias fluviais totalmente requalificadas e dotadas de condições de excelência (Mirante e Porto Carrero), zonas pedonais ao longo das margens dos dois rios (Cávado e Homem), paisagens naturais de enorme beleza, um dos mais famosos templos de toda a região Norte do país (Santuário do Alívio), numa zona onde existe um dos melhores clusters gastronómicos da região, a que se junta ainda a pitoresca feira dominical. “Sinceramente, encaro esta abertura como uma boa notícia. Ao longo dos últimos anos, a Junta de Freguesia e a população têm encetado esforços para que Soutelo esteja à altura deste tipo de desafio”, concluiu o presidente da Junta de Soutelo.

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