Amares

Francisco Moita Flores apresentou “ O Dia dos Milagres” na Feira do Livro de Amares

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Francisco Moita Flores foi o convidado de destaque da Feira do Livro de Amares. Na noite de sexta-feira (18 de março), o autor esteve à conversa com os amarenses para apresentar a sua mais recente publicação, “O Dia dos Milagres”.

A abertura da sessão da apresentação do livro ficou a cargo do vice-presidente e vereador da cultura da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, que manifestou satisfação por receber em Amares uma figura marcante no panorama das letras como Moita Flores.

“É uma honra poder tê-lo cá e quero agradecer-lhe a sua amabilidade, simpatia, bom trato, elegância da escrita”, mencionou Isidro Araújo, dirigindo-se ao autor.

Francisco Moita Flores apresentou na Feira do Livro de Amares o seu romance “O Dia dos Milagres”, como um livro que pretende relembrar a importância do 1.º de Dezembro de 1640 na afirmação do país e na expansão da língua portuguesa.

“A nossa língua foi a maior dádiva que demos à história da humanidade e 1640 é a data da nossa afirmação pelo mundo”, considerou o autor, afirmando que esta obra é “fazer as pazes com a história e com a memória”.“É celebrar também a nossa língua”, indicou, destacando a importância da Restauração da Independência, numa época em que Portugal estava sob domínio dos espanhóis e conseguiu a afirmação do país e da expansão de língua portuguesa.

“O Dia dos Milagres” é uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que iniciaria a dinastia de Bragança. O autor centra a ação em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcado por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.

O momento da apresentação de “O Dia dos Milagres”, em Amares, contou também com um momento musical protagonizado pelo Quarteto de Cordas da Escola de Música do Porto do Professor Artur Caldeira.

Foto: DR

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