Braga

Arcebispo de Braga repudiou hoje “atos de violência” do terrorismo e lembrou “amor” como única linguagem capaz de vencer a morte

Na homilia desta sexta-feira Santa, que teve lugar na Sé Catedral, pelas 15:00 horas, Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, alertou para a importância de entendermos a “urgência da compaixão”, “padecendo com Cristo” e, assim, assumirmos a “figura do Cireneu que carrega e alivia a cruz dolente”.

Durante a homilia, o Arcebispo não esqueceu “as centenas de cristãos perseguidos e mortos na Síria”, os “milhares de refugiados que morreram na travessia do mar Egeu”, e as “dezenas de pessoas foram assassinadas em actos terroristas”. “Que mundo é este que estamos a construir?”, questionou, sublinhando o repúdio à violência “usada em nome de Deus”.

O tema da eutanásia também mereceu algumas palavras da parte de Jorge Ortiga, que destacou o facto de “o domínio sobre a vida” pertencer “única e exclusivamente a Deus”. “A tradição cristã é muito clara ao afirmar que o amor é a única linguagem capaz de vencer a morte”, rematou.

Numa altura em que se celebra a morte de Cristo, o Arcebispo ressalvou a importância de vermos as dores e “não passar à frente”. Assim, deixou um apelo de “fazer dos sofrimentos da humanidade os nossos e aí colocar sementes de esperança que os atenuem”.

Jorge Ortiga convidou todos os cristãos a replicarem o gesto “profundamente cristão” de beijar a cruz de Cristo, não pela cruz, “porque ela mesma não é o símbolo cristão, mas por amor ao crucificado e à pessoa que se sente esmagada pela dor”. “Vendo Jesus na cruz, rezemos por quem sofre, pelos inocentes e por quem nunca teve um cireneu ao seu lado”, disse Jorge Ortiga.

 

 

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