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Praça do Município encheu-se de Maias para receber a Primavera

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Coroas de Maias para todos os gostos, é o cenário visível na Praça do Município, em Vila Verde, durante esta tarde de domingo, primeiro de Maio. Com exposição de várias escolas, associações e até particulares, são dezenas as coroas que embelezam a portada frontal da Câmara Municipal de Vila Verde, reavivando tradições seculares do norte de Portugal, como é o caso das “Maias”. É também visível, um pouco por todas as freguesias do concelho, essa tradição, com várias casas ostentando belas coroas de flores para receber a primavera no primeiro dia de Maio.

Essa tradição, que o executivo ao cargo de António Vilela não pretende deixar cair, terá tido início há mais de 500 anos, e predura até hoje na mitologia e cultura popular, especialmente na região do Minho. Reza a história que, quando iniciava o mês de Maio, as casas ornamentavam-se com giestas floridas, entre outros verdes e flores silvestres, combatendo dessa forma as forças estéreis do Inverno, ajudando ao renascer da natureza para mais uma Primavera. Já por Vila Verde, corre também a versão de que, no primeiro de maio, era normal os namorados deixarem coroas de flores à porta das suas pretendidas, coroas essas acompanhadas com versos de amor, um pouco como a tradição do lenço dos namorados.

Há, no entanto, outras teorias, variando um pouco de cidade para cidade. No minho litoral, diz-que que as “Maias” servem para deixar o “Burro” à porta, como quem diz que a preguiça não entra naquela casa. Já por Guimarães, ornamenta-se portas e janelas com giestas amarelas para afastar “bruxedos” e o próprio demónio. Embora seja uma tradição claramente pagã, havendo registos escritos dos tempos medievais que a invocava, a própria religião católica adaptou esta tradição, com a justificação de que, quando a mãe de Jesus fugia dos judeus e se escondeu numa casa em que encontrou guarida, os perseguidores, sabendo qual era essa casa, terão marcado a sua porta com um ramo de giestas. Mas, ao amanhecer, havia giestas em todas as portas e os judeus ficaram baralhados e não conseguiram apanhar nem a Senhora, nem o Menino.

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