Braga

‘Braga a Sorrir’ é projeto de “grande alcance social”

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O Município de Braga vai renovar a parceria com a ‘Mundo a Sorrir’, a Organização Não Governamental (ONG) que ajudou a criar o Centro de Apoio à Saúde Oral, um dos projectos do programa ‘Braga a Sorrir’.

Na cerimónia que marcou a passagem do primeiro aniversário do projecto, Ricardo Rio salientou que o ‘Braga a Sorrir’ é um programa que “inovador e de grande alcance social”.
“Face ao sucesso desta iniciativa, que contempla ainda uma vertente de prevenção e promoção da saúde oral junto de crianças e idosos, vamos avançar com a renovação desta parceria que já serve de exemplo para outras Autarquias do país”, referiu o Edil, destacando os ganhos que o ‘Braga a Sorrir’ possibilitou aos utentes não apenas a nível da sua saúde oral, como também da auto-estima e qualidade de vida.
No primeiro ano de actividade, o Centro de Apoio à Saúde Oral, localizado nas antigas instalações do Hospital de S. Marcos, prestou cuidados de saúde oral a 918 utentes do Concelho de Braga, nomeadamente a indivíduos em situação de carência socioeconómica, pobreza e exclusão social, num total de 4.549 consultas e 5.592 tratamentos. Com uma equipa de nove colaboradores, com apoio de 16 voluntários e 19 instituições parceiras, o ‘Braga a Sorrir’ possibilitou ainda a colocação de 113 próteses dentárias e a doação de mais de 1.800 escovas e pastas de dentes.
Para Ricardo Rio, este é um projecto pioneiro em todo o país e que contraria a ideia de que “as Câmaras Municipais não devem intervir na área da Saúde”. Nesta e noutras áreas, o Autarca considera que é responsabilidade do Município “continuar a colmatar lacunas e a aumentar o bem-estar dos munícipes, assumindo para isso uma postura proactiva, inovadora e ambiciosa e encontrando os parceiros certos para concretizar esse objectivo”.
Exemplo desta visão é o ‘Pimpolho’, o projecto de Prevenção da Ambliopia promovido pelo Município em parceria com o Hospital de Braga e que será replicado nos Centros de Saúde da Área Metropolitana do Porto. “Não pedimos que o Ministério da Saúde nos financie, apenas pedimos que siga os nossos bons exemplos pois assim damos um contributo não apenas para os Bracarenses, mas também a todos os cidadãos a nível nacional”, frisou Ricardo Rio.
Miguel Pavão, presidente da ONG ‘Mundo a Sorrir’, fez um balanço positivo do projecto, referindo que os objectivos foram plenamente. “Do total de consultas agendadas, apenas sete por cento não se concretizou devido a faltas dos doentes, o que revela a necessidade premente de cuidados ao nível da saúde oral entre a população”, referiu.
A “Mundo a Sorrir” é uma ONG presente em todo o território nacional, assim como em países lusófonos com necessidades de cuidados de saúde, actuando em áreas como a Assistência Médica, a Reinserção Social e Laboral e a Cooperação e Ajuda ao Desenvolvimento. Entre os grupos de intervenção estão crianças e jovens, pessoas em situação de carência social e idosos.

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