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Tradição e diversão no centro da vila em mais um Cortejo Etnográfico de Santo António

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“Devem ser os de Esqueiros a cantar a Laurindinha”, ouvia-se por entre o povo, enquanto o primeiro carro surgia ladeado pelas instalações da Santa Casa da Misericórdia. E o povo não se enganou. A liderar o já tradicional cortejo etnográfico antonino que preserva costumes e tradições minhotas, Esqueiros, Nevogilde e Travassós recriavam tempos de sementeira, arando, semeando, cantando e dançando, debaixo do arvoredo da Praça da República.

Um cortejo “interativo”, com ofertas de comida, lançamento de grãos de milho, onde centenas de espectadores atentos interagiam com as várias associações e juntas de freguesia que desfilaram em marcha lenta pelo trecho da EN101 que atravessa o centro de Vila Verde. Com ofertas de caldo verde, arroz solto, vinho tinto e broa de milho, as dezenas de carros alegóricos rumavam numa peculiar interação com o público presente, havendo espaço até para António Vilela meter mão à obra e chapéu de palha na cabeça, numa bem disposta participação esporádica do autarca no cortejo.

“Não sabem pegar numa sachola”, dizia por entre o público Rosa Cotrim, de Oriz, referindo-se ao carro alegórico que recriava o lavrar da terra para a sementeira do milho. Críticas à parte, a recriação da dura lavoura foi levada com encanto pelos presentes, que por entre malhos de centeio e máquinas de sulfatar, sem sulfate, aplaudiam, riam, e cantavam, numa comunhão única entre o palco e a assistência.

(Leia a notícia completa na próxima edição do Semanário V, dia 15 de junho nas bancas)

 

 

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