Cultura

Cavaquinhos há dez anos como banda sonora de Soutelo

“Tudo começou com o trabalho desenvolvido na escola de Música”, diz Filipe Fernandes, presidente da instituição, que nos fala do trabalho desenvolvido durante esta década. Sobretudo com os jovens locais, algo que permitiu o crescimento do grupo, sendo muitos dos elementos produto dos ensinamentos iniciados na escola de música. A maioria dos elementos pertence à faixa etária dos vinte anos, comprovando a jovialidade deste grupo.

“O ano passado conseguimos realizar o encontro nacional de cavaquinhos, na Festa das Colheitas de Vila Verde, um objetivo nosso e que em muito reflete a vontade pelo crescimento desta nossa arte”, frisa Filipe, que fala com orgulho no trabalho desenvolvido. Tornar um grupo cultural num projeto de sucesso é um processo que requer apoio e muita força de vontade. Atualmente o número de associados está na ordem das duas centenas, com cem desses associados, pagantes, um número significativo numa altura em que as associações locais lutam contra os problemas adjacentes à falta de pagamento por via do associativismo.

Apesar do clima de celebração, há um problema muito importante que ainda está por resolver. “Aquilo que nos faz realmente falta são instalações permanentes onde possamos ensaiar e crescer. Ensaiamos numa casa particular e apesar de já termos estado muito pró- ximos de conseguir arranjar um local nosso, ainda não obtivemos uma solução definitiva por parte da junta de freguesia


. Quando tivermos a nossa sede poderemos expandir o número de instrumentos que ensinamos”, destaca Filipe Fernandes, que tem a esperança de que em breve irão ter o seu lugar próprio, acrescentando ainda que “o cavaquinho é um instrumento do qual os mais novos gostam e demonstram interesse em perceber”.

O futuro parece, apesar de todos os contratempos, risonho. Parcerias importantes com o INATEL e com a câmara municipal têm sido fundamentais para que a música continue a ser tocada pelos cerca de trinta elementos que vão continuando a trabalhar incansavelmente na expansão da música tradicional do cavaquinho. No entanto Filipe refere ainda que “é importante continuar com o trabalho de prospeção de apoios para que se possam criar sinergias e que assim cresçam cada vez mais”.

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