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Filipe Silva garante que ninguém da Câmara de Vila Verde e do Agrupamento de Escolas de Vila Verde contactou a secretária de Estado da Educação no processo do encerramento de turmas

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Filipe Silva, presidente da Junta de Soutelo,  garante que ninguém contactou Alexandra Leitão, secretária de Estado da Educação no âmbito do processo de encerramentos de turmas em várias freguesia de Vila Verde.

Filipe Silva vai mesmo mais longe e fala em “inoperância”.

“A primeira foi a garantia, dada pela própria, de que durante este processo Alexandra Leitão não foi contactada por qualquer entidade vilaverdense com responsabilidades na matéria. Uma inoperância atemorizadora que ganha proporções dantescas com as inúmeras notícias publicadas na comunicação social a darem conta precisamente do contrário”, destaca am nota à imprensa Filipe Silva, que continua atacar a forma como Câmara de Vila Verde e Agrupamento de Escolas de Vila Verde trataram do processo.

“A Secretária de Estado da Educação reiterou também as informações já avançadas pelo DGEstE, de que o Ministério se limita a analisar os dados enviados pelo Agrupamento de Escolas de Vila Verde. Tanto o Agrupamento de Escolas como o Município de Vila Verde sabiam o de antemão que estaria por vir, mas escolheram informar as populações apenas várias semanas depois”, frisa o autarca.

Filipe Silva diz mesmo saber que é a Câmara de Vila Verde que quer fechar escolas.

” Fonte estatal revelou também que existe de facto um compromisso assumido pelo Município de Vila Verde de encerramento de algumas escolas do concelho e encaminhamento dos respetivos alunos para os centros escolares mais próximos. Para não se fecharem escolas, cortam-se turmas em estabelecimentos de ensino que deveriam estar em crescimento. Um contrassenso que deixa antever que podemos voltar a ter este problema nos próximos anos, caso não se verifique uma mudança de postura das entidades responsáveis pela matéria, a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas de Vila Verde”, frisa em nota de imprensa.

O presidente da Junta de Soutelo é mesmo muito crítico quanto à forma como a câmara lida com os dinheiros públicos e a educação das crianças.

“Em conjunto, os centros escolares construídos pelo concelho implicaram o investimento de vários milhões de euros dos cofres públicos, equipados com materiais educativos modernos e muito bem apetrechados em recursos humanos para garantir condições de excelência aos alunos vilaverdenses. No entanto, ano após ano tentam diminuir o número de alunos no Centro Escolar de Soutelo, A primeira tentativa surgiu em 2015, um ano após a abertura do centro escolar, uma medida irresponsável e totalmente desfasada das contingências da realidade local. Acabaria por ser revogada após semanas de luta, numa jornada que uniu a comunidade soutelense, com a participação de mais de uma centena de encarregados de educação, e a autarquia local na prossecução da dignidade na educação das nossas crianças. Uma medida irresponsável e duplamente punitiva, já que estaríamos a deteriorar a qualidade de ensino das crianças e, em simultâneo, a negligenciar o dinheiro dos contribuintes”, dá conta Filipe Silva.

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