Ciência

Portugal recebe em 2016 do programa Erasmus+ mais de 15 M€ para o ensino superior

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Portugal deve receber em 2016 cerca de 15,7 milhões de euros do orçamento do programa Erasmus+ só para o desenvolvimento de ações no ensino superior, em que se insere o projeto de mobilidade Erasmus.

Com um valor parecido aos da Bélgica, República Checa e Grécia, Portugal vai usar cerca de 13,759 milhões de euros para ajudar os estudantes que participam e vão participar, este ano, nos projetos para o ensino superior do Erasmus+, de acordo com o relatório de trabalhos para 2016 do programa.

A Comissão Europeia, executante máximo do programa Erasmus+, está a apostar mais em 2016, pois estabeleceu um valor de 2,214 mil milhões de euros para a sua execução a nível global, mais do que os 2,074 mil milhões de euros de 2015.

Ainda no domínio do ensino superior, a Alemanha é o país que recebe o maior montante: mais de 75 milhões de euros.

França, com 62 milhões, Itália com 59 milhões, Espanha com quase 58 milhões e Reino Unido, a receber 53 milhões, são os países que mais recebem para desenvolver ações relacionadas com o ensino superior.

O Erasmus+, dirigido pela Comissão Europeia, é um programa dividido em várias áreas chave, cujas ações pretendem incentivar o desenvolvimento do capital social entre os participantes, jovens e adultos, uma melhor formação mais forte e a sua participação ativa na sociedade.

O programa O Erasmus+ foi desenvolvido de acordo com objetivos da Estratégia 2020 e aplica-se ao período 2014-2020, mas baseia-se na evolução de vários projetos executados ao longo de mais de 25 anos.

No total, o programa que foi criado para o período 2014-2020 dispõe de um envelope financeiro de 16,454 mil milhões de euros. Do programa fazem parte 33 países, entre os quais todos os 28 Estados membros da União Europeia.

Há outros 22 países parceiros para várias ações com marca Erasmus+, que colaboram sob reserva de condições ou critérios específicos, enquanto certas ações do programa estão abertas a mais de 150 países.

A quantidade de dinheiro a atribuir a cada um dos 33 países que fazem parte do programa é definido de acordo com quatro critérios: população total, custo de vida no país, distância de outras capitais (para cobrir custos de viagens) e o desempenho do país no programa.

Uma parte importante do programa Erasmus+, a mobilidade é dedicada a alunos (estudantes, estagiários, aprendizes/formandos, jovens e voluntários) e ao pessoal (professores, docentes, formadores e trabalhadores) de diferentes organizações.

Já o Erasmus é a ação de mobilidade do programa Erasmus+ dirigida apenas ao ensino superior.

(Noticia completa na edição impressa do V, 17 de agosto)

 

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