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Incêndio de Marrancos entra na Portela das Cabras e Vilela nega início das chamas em bouça da câmara

O incêndio que teve origem em Marrancos, na rua de Cima, entrou ao final da tarde na freguesia de Portela das Cabras. António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, esteve no local e achou “estranho” informações avançadas por populares que davam conta do início do incêndio na bouça da câmara.

O terreno referido, e segundo Arménio Sousa, morador, “é um lote que a câmara comprou à comissão fabriqueira para construir uma fábrica de alumínio”.

“Esse lote acabou por ficar abandonado, cheio de mato e silvas até dois metros de altura. Eu e o meu vizinho limpamos o terreno, a câmara não o fez e coloca isto tudo em perigo”, frisou.

Arménio Sousa acaba por confirmar que o incêndio teve início numa bouça junto à Estrada Nacional, por baixo da que pertence à autarquia.

“Não posso ter a certeza, mas veio dali debaixo para cima. Por isso o incêndio só pode ter começado abaixo e não no terreno da câmara”, sublinhou enquanto retirava animais do curral sufocados pelo fumo.

As chamas acabaram por subir à freguesia de Portela das Cabras, à zona do reservatório onde esteve a GRUATA de Coimbra, Afocelca, Sapadores Florestais, GNR e Bombeiros de Vila Verde no combate às chamas.

No entanto outro problema foi levantado no local: falta de águas nas bocas de incêndio.

“As bocas de incêndio espalhadas estão sem água e completamente inutilizáveis”, foram confirmando bombeiros de Coimbra e moradores. Jorge Ribeiro, morador, alerta mesmo para um loteamento com terrenos da câmara que ardeu na Portela das Cabras.

“Sugiro que vejam o estado dos terrenos e como põe casas em risco por não estarem limpos e servirem de lixeira”, disse.

Em foco esteve ainda a população que deu águas aos bombeiros, nomeadamente a Gruata de Coimbra, e vários agricultores que disponibilizaram cisternas para ajudar no combate às chamas.

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