Vila Verde

“O PS de Vila Verde não está ao lado do desenvolvimento do concelho”

António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, acusa o PS de Vila Verde, através do líder e os vereadores eleitos, de “não quererem que Vila Verde se desenvolva economicamente”.

Na base desta acusação está uma proposta apresentada pela da maioria PSD – ontem em reunião de câmara – que pretendia “desbloquear” processo de cedência de espaço na antiga escola primária de Atiães a empresa recém criada de gin´s.

“O executivo havia aprovado proposta de cedência a um cidadão para a elaboração de gin´s nesse local. No entanto este vilaverdense teve que constituir empresa para conseguir aceder a apoios financeiros comunitários. Logo, o espaço teria que estar cedido à empresa”, explicou ao V, António Vilela, que levou ao executivo proposta tendo em vista a referida mudança de cedência de espaço.

Esta acabou por obter os votos contra de Manuela Machado, vereadora socialista, e a abstenção dos restantes vereadores do PS, onde se inclui o líder socialista de Vila Verde, José Morais.

Para o edil, o PS de Vila Verde prova mais uma vez que “não quer a evolução económica do concelho e a respetiva potenciação de emprego”.

“Já no processo da instalação de cervejaria Letra e na fábrica artesanal de chocolates não votou a favor. Lamentavelmente é um PS contra Vila Verde e os vilaverdense”, disse o edil.

“O presidente de câmara usa uma vez mais a mentira para esconder as suas próprias fragilidades”

“O PS não é contra investimentos empresariais no Concelho de Vila Verde”, começa por referir José Morais, após ter sido contactado, ao início desta tarde, pelo Semanário V, para ser confrontado com as acusações de Vilela.

“Votei favoravelmente na reunião de 24 de março de 2016 um contrato de comodato para cedência da Escola de Atiães a um jovem empresário Amarense. Fi-lo consciente da importância de se criarem postos de trabalho e de se dinamizar essa zona do Concelho de Vila Verde. Basta consultar a ata da reunião para que se perceba que o presidente da câmara falta à verdade quando diz que votei contra”, refere Morais.

Para o líder do PS, o presidente de câmara deve explicar “porque é que quase seis meses depois dessa deliberação camarária, o contrato com a empresa ainda não foi assinado”.

“E não foi capaz de o fazer ontem, quando questionado em sede própria. Nem tão pouco respondeu às questões colocadas pela vereadora Manuela Machado. Em democracia, há transparência e há respostas”, frisa, considerando as atitude de Vilela como “desleixo”.

“E é precisamente esta atitude de inercia e desleixo, à imagem da sua própria gestão municipal, que tem levado à fuga de investimentos para outros concelhos. A captação de investimento privado deve ser tratado com uma dinâmica que o presidente da câmara, decorridos 20 anos de gestão, nunca teve nem terá. A única coisa que sabem fazer é organizar festas e galas. Esta tentativa de por a circular mais uma mentira, por parte do presidente da câmara, é apenas para desviar atenções do atentado político que o próprio cometeu, ao retirar verbas à prevenção e luta contra incêndios”, aponta José Morais, afirmando que “o PS jamais embarcará nesse caminho onde se mente e fazem ataques pessoais quando se devia discutir o futuro do concelho de Vila Verde”.

 

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