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José Manuel Fernandes chama “incendiários e extremistas” ao PS de Vila Verde

“Não goste de abutres”, foi assim que José Manuel Fernandes, eurodeputado e líder da distrital do PSD de Braga, classificou elementos do PS de Vila Verde, a quem acusa de se aproveitar “da desgraça”.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Vila Verde utilizou as redes sociais para “responder” a um cartaz polémico, alegadamente posto a circular nas redes sociais por elementos do PS de Vila Verde, onde acusam o atual autarca António Vilela de cortar no apoio ao combate a incêndios.

“Em Vila Verde, para os ‘socialistas’ populistas, ávidos de protagonismo, preocupados com os votos, tudo vale”, escreveu o eurodeputado, afirmando ainda que “para estes ‘socialistas’, se arde ou se chove, a culpa é do Presidente da Câmara, a menos que o presidente seja socialista”.

No mesmo post, José Manuel Fernandes apelida a oposição de “incendiários e extremistas”. “Mentem, inventam, contam meias verdades, procuram lançar a divisão e a confusão”, adianta, acusando ainda que “a intriga, o ódio e a confusão” também estão presentes.

JMF diz ainda que a solução dos incêndios está na prevenção, e não no dinheiro investido. “Atirar dinheiro para cima dos incêndios nada resolve”, pedindo ainda ao governo “cadastro florestal”, para melhor combate.

Contactado pelo Semanário V, a concelhia do PS reservou-se ao direito de resposta através de comunicado, que foi enviado à redação.

Nesse comunicado, Luis Castro, líder da Assembleia Municipal do PS e porta voz do partido, acusa JMF de “ataque cobarde aos socialistas”. “O PS e todos aqueles que no passado e presente defenderam e defendem os seus ideais, não alinham em discursos de ódio”, revela o comunicado, abordando ainda a questão do polémico cartaz que tem vindo a viralizar nas redes sociais.

“Vilela retirou 57.000 Euros ao combate aos incêndios para gastar mais 82.000 Euros nas Festas das Colheitas e mais 8.650 Euros no Namorar Portugal”, lê-se.

Luís Castro deixa ainda a acusação de que “JMF vem a público para libertar ódio contra todos aqueles que não se revêm no seu partido. Fá-lo de forma cobarde, insinuando e insultando todos, sem destinatário certo. Falta-lhe frontalidade e coragem. Para o eurodeputado, até parece que é um crime não ser do PSD!”, conclui.

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