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Política: António Vilela acusa José Morais de forjar documento mas Morais nega e reitera acusações

Continua acesa a polémica em torno dos incêndios, na esfera política vilaverdense, com o executivo municipal, liderado por António Vilela, a acusar o Partido Socialista de “mentira, falta de rigor, calúnia e falsificação”, isto depois do PS de Vila Verde ter emitido um comunicado onde acusava a autarquia de retirar 57 mil euros ao combate aos incêndios.

“Nos últimos dias através da comunicação social e das redes sociais o concelho de Vila Verde viu o seu bom nome desrespeitado e maltratado através da mentira e da calúnia”, leu-se em comunicado assinado pelo presidente da Câmara, António Vilela. “Um contributo negativo dos vereadores do Partido Socialista a propósito de uma modificação orçamental que repudio vivamente”, escreveu Vilela, acrescentando que “o Partido Socialista através de comunicado emitido pelo vereador José Morais, usando a mentira, a falta de rigor, a calúnia e a falsificação prestou um péssimo serviço ao executivo, ao concelho e aos vilaverdenses”.

No comunicado, o executivo PSD analisa as “contas” que o PS fez, e acusa-as de não serem “verdadeiras”. “Ora, nem as afirmações que o Partido Socialista produziu nem a tabela que enviou são verdadeiras, como a seguir se demonstra”, diz o comunicado assinado por António Vilela, onde, garante o executivo, o dinheiro retirado não foi à proteção civil, mas sim à compra de ferramentas e utensílios variados, ferramentas para jardinagem, e instalação de rega automática em jardins ou espaços verdes.

O executivo PSD diz ainda que “José Morais mentiu fazendo afirmações e divulgando dados que não correspondem à verdade”, e que “mostrou não saber ler os documentos técnicos”, para além de falsificar “documentos da reunião (camarária) fazendo uma montagem com o objetivo de tentar enganar os vilaverdenses”.

José Morais, vereador socialista, respondeu na reunião de câmara, acusando Vilela de “procurar justificar o injustificável, questionando os vereadores da oposição, acerca de decisões e documentos da sua própria gestão”.

“Não deixa de ser caricato o facto de o Presidente da Câmara pretender de nós, vereadores sem pelouro, e a quem tantas vezes foi sonegada informação, esclarecimentos, sobre um ato da sua própria gestão e da inteira responsabilidade do executivo PSD”, escreveu Morais, defendendo-se ainda sobre a acusação de falsificação com uma acusação de Vilela ter falsificado outro documento.

“E também não falsifiquei documentos, como o senhor presidente da Câmara tantas vezes terá dito em surdina ao longo destas duas semanas”, destacou Morais, acrescentando que “não fiz aquilo que o senhor presidente fez com a ata da reunião de 7 de Julho de 2014, em que falsificou digitalmente (um) documento”.

José Morais assegura ainda que as contas estavam certas, e que as contas apresentadas pelo executivo PSD, que contrariam as de Morais, são “fantasiosas”. “Vai-se refugiar numa contabilidade fantasiosa, onde se escondem dívidas, se fabricam mapas à medida e sabe-se lá o que mais…?”, referiu  Morais.

“A contabilidade desta autarquia não reflecte a realidade da gestão camarária, por isso não me venha dizer que encontrou nela desculpas para a insensibilidade política de numa altura em que o concelho ardia, ter a insensibilidade de retirar dinheiro ao combate aos incêndios para gastar em festas”, insistiu, mantendo que “é para todos evidente que o presidente da câmara retirou cinco mil euros à rúbrica proteção civil e luta contra incêndios, retirou cinco mil euros à rúbrica de caminhos e pontos de água, retirou 17 mil euros à rúbrica de proteção do meio ambiente e conservação da natureza, retirou 25 mil euros à rubrica de caminhos agrícolas e retirou cinco mil euros à rúbrica de ordenamento do território. Tudo rubricas indiscutivelmente ligadas ao combate aos incêndios”, disse José Morais em resposta a António Vilela.

(Leia a notícia completa na edição impressa do V, a 21 de setembro)

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