Cultura

Júlio Dias: “Achei melhor ser um bom leigo do que um mau padre”

Com as bases adquiridas pela formação religiosa, mas apreciador de Händel, Júlio Dias acabou por seguir a sua vida fora do seminário, depois de ter “pedido um ano para conhecer a realidade extra-religiosa”, e onde acabou por perceber que seria melhor ser “um bom leigo ao invés de um mau padre”.

Mas nunca abandonou a carreira musical ligada à igreja, tendo começado a tocar orgão na sua paróquia, acabando por chegar a ter seis paróquias a seu encargo. “Chegava a tocar em seis missas diferentes no mesmo domingo”, conta. “Era complicado, tinha de me desdobrar em esforços, mas valia a pena porque sabia que estava a cumprir o meu papel”.

Mais tarde, candidatou-se a (e foi eleito) presidente da junta de Valbom (São Pedro), onde se começou a envolver com a dinâmica concelhia. “Um dia, surgiu a ideia de criar uma escola de música em Vila Verde, eu já trabalhava com vários grupos corais, e o de Caldelas, em específico, atraía muitos elogios”, conta.

“Quando iniciámos a escola de música em Vila Verde, apareceram mais de mil inscrições, o que nos deixou extremamente satisfeitos, e provou que em Vila Verde, havia muita gente sedenta por educação e formação musical”, explica Júlio Dias, revelando que de lá para cá, muito mudou, especialmente na qualidade, que foi aumentando, com a exigência do “maestro” a ser cada vez maior.

(Conheça mais sobre Júlio Dias nas páginas centrais da edição nº37 do V, já nas bancas)

(FOTO: Luís Gonçalves / Foto Felicidade)

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