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Martinho Gonçalves destaca capacidade de liderança de José Morais e questiona a “mobilização de todo o ‘Estado Maior do PSD'” no ataque ao líder da concelhia socialista

Redação
Escrito por Redação

Martinho Gonçalves, ex-deputado do Partido Socialista, vem a terreiro questionar, enquanto militante do PS de Vila Verde, ataque desenfreado do “Estado Maior do PSD” a José Morais.

“Porquê esta violenta contenda verbal nesta altura, tão longe de eleições autárquicas?! Será que a matéria – retirada de verbas do orçamento da rubrica de combate aos incêndios para a das festas e eventos – justificava tanta guerra verbal?! Como interpretar a mobilização de todo o Estado Maior do PSD para este combate, já que, desde o presidente António Vilela ao Eurodeputado José Manuel Fernandes, passando pelos presidentes da Comissão Política e da JSD, todos botaram faladura?”, refere Martinho Gonçalves, em nota publicada no facebook pessoal.

Para o ex-deputado há mesmo um “sniper” apontado à imagem de José Morais, líder dos socialistas de Vila Verde. “Porquê o uso de uma linguagem mais personalizada usada pelo PSD, procurando atingir pessoalmente o vereador José Morais, com ataques violentos ao seu carácter? Este tipo de ataques não costuma ser desferido pelo partido que está na oposição e procura desalojar aquele que está no poder? Porquê, então, a inversão a que assistimos neste caso?”, diz Martinho Gonçalves.

Cada vez mais ao lado de José Morais, Martinho Gonçalves avança com explicações para “tamanho bombardeamento laranja à figura de José Morais”.

“Inicialmente, o PSD e o senhor presidente da câmara não terão avaliado bem o impacto negativo provocado na população vilaverdense com aquela alteração orçamental que retirou dinheiro da prevenção e combate aos incêndios para o gastar com as inúmeras festividades que, graças a Deus e ao nossos impostos, ocorrem nesta terra, sendo que, diga-se, essa alteração foi feita exactamente no rescaldo de uma ano de incêndios no concelho como não há memória, com mais de 1200 hectares de área ardida”, começa por referir Martinho Gonçalves.

O ex-deputado socialista consideram mesmo que o slogan escolhido por Morais tocou na ferida. “ ´Mais água e saneamento e menos festa e divertimento´foi certeiro, fez certamente despertar muitas consciências entre a população e fez soar as campainhas vermelhas nas hostes laranja”, considera, acrescentando ainda que “o PSD e o senhor Presidente da Câmara deveriam ter tido a humildade de reconhecer o erro cometido e seguir em frente, apresentando medidas que melhorassem os meios de combate aos incêndios que, de alguma forma, minorassem a situação delicada e frágil em que ficaram”.

“Porém, não só não o fizeram como lançaram uma ofensiva extemporânea e desproporcionada, com um misto de chavões proclamatórios de qualidades próprias e de uns dispensáveis insultos pessoais ao vereador José Morais”, frisa Martinho Gonçalves, que lança a questão: “Haverá alguma explicação política para este excessivo contra-ataque laranja, que até envolveu um prestigiado eurodeputado que acaba de ver o seu valor político reconhecido internacionalmente? Talvez até haja mais do que uma…”

Martinho Gonçalves aponta ainda uma disputa silenciosa do PSD para tamanho nervosismo e ataque.

“Por um lado, sabe-se que existe uma disputa no PSD (silenciosa internamente, mas ensurdecedora na praça pública…) no que diz respeito à formação da lista do partido para a eleição camarária do próximo ano, com os apaniguados de José Manuel Fernandes, os da ‘Ala Fernandista’, a forçar a entrada nos lugares elegíveis de um seu ´ponta de lança´, o líder da JSD, Carlos Tiago Alves e com os fiéis ao presidente da câmara, os da ´Ala Vilelista´, a garantir que a lista será a mesma e que António Vilela não quer qualquer mexida na sua equipa”, argumenta Martinho Gonçalves.
O ex-deputado encontra na luta interna laranja de Vila Verde o argumento e explicação para o facto inusitado de todas as “personagens laranjas” terem vindo a público “malhar” no líder do PS, para marcar pontos na sua prova de vida na luta partidária.

“Por outro lado, os sócias democratas sabem bem que a vitória nas eleições do próximo ano não são favas contadas, e quererão começar a campanha eleitoral mais cedopor várias razões”, diz, apontando razões como “a diferença de votos da anterior eleição é mínima e é a menor de sempre entre os dois partidos” e o “evidente mal-estar em algumas freguesias do concelho e em alguns militantes destacados do PSD relativamente à (falta de…) obra nas suas terras”.

Problemas em Vila Verde “em obras de elementar necessidade e que já deveriam estar feitas há muito tempo como abastecimento de água e saneamento” também estão a deixar, segundo Martinho Gonçalves, o PSD de Fernandes e Vilela nervosos.

Também aquilo que Martinho considera ser “ferida aberta”, com o episódio do afastamento de João Lobo, é outro dos problemas “laranja”.

“Um autêntico pontapé de saída pela porta baixa, num episódio que não honrou nem agradou aos sociais-democratas e, muito menos, aos vilaverdenses que viam no anterior presidente da Assembleia Municipal uma referência local e nacional, atento o prestígio que angariou no desempenho das suas funções de deputado no anterior mandato”, aponta o ex-deputado do PS.
Para Martinho Gonçalves, a união em trono do PS de Vila Verde, através da figura do José Morais, deixa incómodo o PSD.

“Perceberam que o PS está mais unido que nunca e que a figura do seu líder não terá as fragilidades que foram apregoadas. Com efeito, José Morais tem demonstrado assinalável capacidade de liderança, empenhamento na luta pelas causas em que se envolve e visão ao intervir nas questões que têm a ver com a actividade autárquica, não já com ameaças de confronto estéril em outras instâncias, mas com a apresentação de propostas concretas e bem fundamentadas para melhorar a vida dos vilaverdenses”, destaca Martinho Gonçalves.
Na longa nota deixada no facebook, Martinho faz eleogios à capacidade de José Morais fazer política série e verdadeira. “E isto, na verdade, é uma novidade na cena política vilaverdense o que, associado ao estrondo mediático que constituiu a sua cerimónia de posse, com a presença de ilustres figuras da sociedade vilaverdense que pouco ou nada tiveram ou têm a ver com o PS, parece que terá assutado o PSD e o terá empurrado para uma estratégia mais musculada e mais trauliteira, visando mais a pessoa e menos as ideias”, aponta o ex-deputado, que sublinha a “firmeza” e “oportunidade” de José Morais num campo de batalha “em dias de brasa”.

“Pode, até, tal situação ser favorável aos interesses do partido, mas a verdade é que não é uma situação normal e desejável. O que seria normal, perante um ataque desta natureza, era vermos os destacados membros da concelhia e da distrital do partido vir a terreiro em defesa do seu líder. Mas, a verdade é que José Morais marcou pontos e revelou-se um líder forte, pela forma firme e assertiva como se defendeu dos ataques laranjas e pela capacidade que demonstrou em contra atacar, não com os mesmos (ou outros) insultos nem com explicações técnicas de duvidosa percepção por parte dos cidadãos, mas com a apresentação de propostas válidas para o problema do combate aos fogos que, depois deste ano horribilis em Vila Verde, se afigura cada vez mais premente e necessário”, refere Martinho Gonçalves.

O ex-deputado termina o “manifesto de defesa de José Morais” com novas perguntas. “Será que vai continuar neste registo de não responder a provocações e ataques pessoais, antes se empenhando em apresentar propostas válidas para resolver os problemas dos vilaverdenses ou regressará à velha prática do bota abaixo” e da judicialização da política? Será que não vai ficar refém dos interesses partidários na elaboração das listas e vai recorrer a personalidades competentes, independentemente de serem militantes ou meros simpatizantes?”, questiona, acreditando ao mesmo tempo que José Morais poderá vir a surpreender, em caso de se confirmar a candidatura à Câmara de Vila Verde, na disputa autárquica do próximo ano.

“Os resultados poderão ser previsíveis à partida, mas que poderão ser surpreendentes à chegada”, remata Martinho Gonçalves.

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