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Assembleia Municipal de Vila Verde aqueceu com “incêndios”

Assembleia Municipal de Vila Verde realizou-se na noite de sexta-feira (30) e teve como principal foco o tema “quente” das últimas semanas – incêndios – e a suposta retirada de verba à rúbrica da proteção civil, avançada pelo PS de Vila Verde.

O tema foi relançado por Susana Silva, deputada municipal do PSD, que questionou António Vilela sobre alguns aspetos que têm dominado a atualidade, nomeadamente a alteração ao orçamento, a verba retirada do combate a incêndios, o que fez o município para prevenir os incêndios, qual a verba utilizada, e onde começou o incêndio de Marrancos.

António Vilela, edil, defendeu que “não foi retirada qualquer verba na luta contra incêndios”.

“Foram retirados cinco mil euros mas de outro sítio, caminhos e pontos de água e bens, que podem ser sacholas”, referiu Vilela, revelando que foram retirados sete mil euros a ferramentas de jardins e dez mil euros aos sistemas de rega automática, que “não têm nada a ver com incêndios”, garantiu o presidente da câmara, acrescentando que foram também retirados 15 mil euros da rúbrica “estudos e projetos de consultoria”, mas que “nada disso tem a ver com incêndios, mas sim com território e urbanismo para fazer cartografia”.

Sobre esta temática, Vilela rematou o assunto acusando o PS de procurar “enganar os vilaverdenses com matéria maliciosa”.

Sobre a prevenção, o autarca garante terem sido queimados 170 hectares de forma controlada durante o inverno passado para criar áreas de controle dos incêndio, para além do munícipio ter gasto “126 mil euros no combate aos incêndios”, salientando que “96 por cento dos incêndios foram controlados logo à partida”. Sobre o incêndio de Marrancos, que levantou algumas suspeitas por parte da oposição sobre se o incêndio teria deflagrado em bouça da câmara, o edil, em meias palavras, revelou que a bouça em questão foi comprada em 1996, por Bento Morais, e que “quando se procura atirar para todo o lado, às vezes não se acerta no sítio correto”.

Eduardo Rodrigues, deputado do PS de Vila Verde, rebateu com “defesa de honra”. “Aos insultos, nós defendemos com a honra”, disse o deputado, acusando Vilela, e o PSD, de “insultar o PS, apelidando de abutres, incendiários e mentirosos, tudo isso para esconder os hectares ardidos em Vila Verde, e para esconder que a bouça da câmara estava suja, e que isso ajudou a arder mais”, acusou o deputado socialista.

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