Ciência

“Atentado” a projetor deixa António Vilela amarrado aos papéis

“O projetor foi boicotado”. Esta foi a frase do deputado municipal Filipe Lopes, da bancada do PSD, que virou a Assembleia Municipal de Vila Verde, que decorreu esta noite de sexta-feira, para episódio “MacGyver”.

Tudo começou numa suposta falha técnica do projetor que António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde,  havia solicitado para a apresentação gráfica digital para provar à assembleia que apenas foi retirado na retificação orçamental  cinco mil euros à proteção civil no combate a incêndios.

No entanto o projetor instalado não conseguia aguentar mais de 30 segundos a mostrar as “famosas” tabelas que alegadamente foram forjadas e divulgadas pelo PS dando conta de outros valores maiores.

“Não dá”, dizia Paulo Renato, homem de confiança de António Vilela que ficou encarregue de fazer “andar” os slides gráficos, enquanto uma técnica da câmara ia olhando para o comando, tentando perceber o porquê das súbitas “offline” do projetor.

António Vilela prosseguiu, sem tecnologia e amarrado aos papéis.

Por entre olhares indiscretos e as habituais desconfianças políticas, e corridas várias intervenções, eis que Filipe Lopes ousa dizer no púlpito que “o projetor foi boicotado”.

Júlio Zamith, e depois da “carapuça ter sido enfiada pela bancada PS”, saiu em defesa dos socialistas. “Levantou-se aqui uma suspeição e o deputado deve ser mais claro”, frisou, enquanto alguém da bancada rosa ainda apelidou o mistério de “episódio MacGyver”.

Com o presidente da Assembleia Municipal a ver “o caldo” a entornar, tenta resfriar os ânimos, apelando à ordem de trabalhos.

Mas Vilela acabou por contribuir para festa e disse que o projetor “foi controlado remotamente por aplicativo móvel”. “É lamentável que isto aconteça”, atirou.

Quando se pensou que o episódio tinha acabado, eis que surge de Prado novo capítulo, com o autarca Paulo Gomes a dar uma explicação técnica para o caso.

“É impossível aceder remotamente ao projetor sem haver um protocolo de IP”, disse Paulo Gomes, deixando a assembleia ainda menos esclarecida, para logo de seguida indicar patologia à bancada laranja: “Síndrome de papagaio”.

“Acho vergonhoso a demagógico a acusação. As rádio frequências não controlam videoprojetores. Os únicos cabos que estão ligados vão ao computador”, disse numa linguagem já mais na ótica do utilizador.

O presidente da Assembleia Municipal acabou por acabar com a intervenção de Paulo Gomes, reconhecendo que o tema “não devia ter sido levantado”.

“A mensagem que aparecia é de falta de manutenção da lâmpada”, tentou uma última explicação Paulo Gomes, enquanto Filipe Silva, presidente da junta de Soutelo, concluiu o caso com uma sugestão.

“Proponho que se coloque aqui um detetor de metais na porta e que o presidente abra uma rubrica para o comprar”.

No final, e enquanto a sala ia esvaziando, ficaram alguns em torno do famoso projetor que…funcionava sem ir “abaixo”.

 

,

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo