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Variante na EN101 deixa de ser prioritária e coloca Vilela revoltado

Fernando André Silva

“Perplexo e surpreendido”. Foram estes os adjetivos que António Vilela, edil de Vila Verde, utilizou como reação a um parecer técnico enviado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, sobre a construção das variantes à EN101 e EN205.

António Vilela deu a conhecer, durante a última Assembleia Municipal, que a construção das variantes pode estar condicionado, depois de um parecer técnico por parte da Infraestruturas de Portugal, em que foram analisadas e quantificadas as acessibilidades atualmente existentes , ter dado um parecer que coloca a variante como “não prioritária”.

“Em 2011, a mesma entidade dizia que face aos constrangimentos rodoviários era importante encontrar alternativa”, disse Vilela perante a assembleia, recordando outros excertos do parecer antigo.

” A mesma entidade dizia que esta estrutura é fundamental, é uma prioridade número um, coma primeira fase entre Soutelo e Prado São Miguel. Um investimento rentável do ponto de vista económico, diz agora o contrário”, referiu António Vilela.

O mais recente parecer técnico, com data de 23 de setembro, indica que “as freguesias inseridas na área de estudo possuem uma performance elevada, quando avaliadas as acessibilidades às capitais de distrito e principais fronteiras, registando uma prestação superior a 85 por cento das restantes freguesias de Portugal Continental, com tempos de acesso inferiores a 15 minutos”, indica o IMT.

Quanto à articulação da rede nacional/municipal com a Rede Nacional de Autoestradas, a nova análise do IMT declara que o tempo de acesso é entre três a nove minutos, não justiticando que “as variantes mencionadas sejam fundamentais”; indicou o parecer.

Quanto ao troço da EN101, “verifica-se a existência de uma forte pressão urbanística marginal à via, o que indicia a existência de bastante tráfego local”, refere o IMT, deliberando que “tal facto é indicador da fraca captação potencial da procura que a nova Variante iria provocar, pois admitindo que o tráfego existente é composto maioritariamente por procura local, os potenciais utilizadores das variantes são de reduzida expressão”.

“isto não vai ficar assim”, ameaçou António Vilela, sem revelar as medidas que vai tomar para investir a situação.

 

*com Nuno Cerqueira

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Jornalista