Destaque

ATAHCA colocou à mesa Ensino Superior e produtores para falar de maçãs

Produtores de maçãs, Escola Superior Agrária de Ponte de Lima (ESA – IPVC) e Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), sentaram-se hoje à mesa, em Vila Verde, na sede da ATAHCA, para debater estratégias que permitam aos produtores um melhor aproveitamento dos produtos hortícolas, nomeadamente da maçã “Porta da Loja”, que é bastante utilizada para fazer a bebida cidra.

Mário Silva, Diretor Geral Adjunto da DRAPN, destaca esta iniciativa da ATAHCA, classificando-a como “excelente”, e explicando o papel da DRAPN nesta parceria. “Somos detentores de vários tipos de maçãs que estão para ser preservadas, fazemos a sua manutenção e estudamos a sua produção”, contou ao Semanário V,  salientando o papel das universidades. “A produção está a ser estudada de forma elevada, mas ainda é preciso afinar situações”, explica Mário Silva, garantindo que “a função da DRAPN é de perceber que tipo de valor pode ser acrescentando à maçãs e que inovação existe nas universidades que podem ser mais-valia para os produtores”, completa, deixando no ar exemplos como compota de maçã, cidra, ou flocos secos.

 

Já Ana Paula Vale, diretora da ESA – IPVC, revela que os estudos vão a bom ritmo. “A escola tem feito a recolha de várias espécies de maçãs, e temos um campo experimental com mais de cem variedades regionais”, revela, acrescentando que a ESA – IPVC “está a criar parcerias para fazer uma caraterização genética das maçãs”. Já sobre a reunião de hoje, Ana Paula Vale destaca o papel da ATAHCA, que classifica como “entidade coordenadora de uma candidatura” que a escola está a fazer. “A investigação fica por nossa conta, e depois temos parceiros como a ATAHCA, os produtores, viveiristas e outras associações ligadas às fruta”, conta a diretora, salientando a importância da “transformação” deste tipo de frutos.

“A transformação tem um papel importante, porque cria oportunidades de negocio, até para os nossos alunos, e queremos demonstrar isso, que pode ser uma boa oportunidade. Queremos ver o que podemos fazer em termos de transformação e produção, e passar esse know how aos agricultores”, contou ao Semanário V, à margem da reunião, que decorreu na sede da ATAHCA.

(Notícia completa na edição impressa do Semanário V, a 26 de outubro)

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo