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José Morais quer “ensino superior” como prioridade e deixa críticas à Casa do Conhecimento

José Morais, vereador e líder da concelhia do PS de Vila Verde, deixou críticas à Casa do Conhecimento, que foi hoje aberta ao público, invocando “outras carências”, como o Ensino Superior, o qual classifica como “prioridade autárquica no que diz respeito ao conhecimento”.

O líder socialista aponta uma “demora” de 7 anos na conclusão da Casa do Conhecimento, afirmando que “teve um custo a rondar os três milhões de euros sem que se saiba exatamente para o que vai servir”, destacando apenas a “reabilitação urbanística” da antiga central de camionagem.

“É suposto ser um local altamente tecnológico e o que encontramos aqui de mais inovador é a tecnologia 3D, que hoje está massificada e ao alcance de qualquer consumidor habitacional”, aponta o vereador, deixando ainda críticas à parceria com a Universidade do Minho. “Não foi sequer perceptível a envolvência da Universidade do Minho neste projeto”, acusa José Morais.

Durante a abertura ao público, António Vilela salientou a importância de “preservar a tradição de Vila Verde através das novas tecnologias”, dando o exemplo de vários aspetos históricos, como o Guerreiro São Julião, ou as lendas concelhias, que têm espaços próprios na Casa do Conhecimento, de forma interativa, e direccionada para crianças, jovens e adultos. António Vilela mostrou também algumas salas onde existe tecnologia própria para fixar investigadores, e outras pessoas que queiram ali desenvolver projetos ligados à robótica e à eletrónica, sob a chancela da Casa do Conhecimento.

Questionado pelo Semanário V, António Vilela conta que a Universidade do Minho não teve um papel ativo na construção deste projeto, sendo apenas um parceiro estratégico que poderá usufruir das instalações para fins de investigação, algo que deverá acontecer durante os próximos meses, consoante a evolução e a adaptabilidade da infraestrutura aberta, numa primeira fase a crianças das escolas, e mais tarde ao público em geral.

Mas José Morais acha que “Vila Verde terá outras carências”, referindo-se à instalação de um pólo de Ensino Superior em Vila Verde, à semelhança de Amares ou Ponte de Lima, acusando Vilela de “inércia” e de não “cativar nenhuma instituição de ensino” para apostar em Vila Verde. “Vila Verde tem história no ensino gastronímico, artes e cultura”, diz o vereador, garantindo que “há instituições interessadas em desenvolver este ensino superior em Vila Verde”.

(Notícia completa na edição impressa do Semanário V, a 26 de outubro)

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