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“O Governo deve achar que vamos andar a 433 Km/h para chegar às autoestradas em 3 minutos”

António Vilela, presidente da câmara de Vila Verde, acusou ontem o Governo de “colocar na gaveta” algumas obras prioritárias para o concelho de Vila Verde, reatando o caso do parecer do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que analisava a construção das variantes à Estrada Nacional (EN) 101 e (EN)205, e da construção de um nó que dá acesso à A3, para além da não abertura de vários Espaços do Cidadão.

“Não fosse o facto deste governo colocar projetos na gaveta, poderíamos ter uma maior obra para mostrar”, disse o edil, durante a celebração dos 161 anos do concelho de Vila Verde.

António Vilela recordou alguns dos trechos do parecer do IMT sobre a construção das variantes, os quais considerou “não corresponderem à verdade”. “O parecer técnico do Ministério dos Transportes indica que em três minutos se consegue aceder das infraestruturas rodoviárias municipais às autoestradas, e isso não é verdade”, disse o edil, que fez as contas. “Pelas contas feitas, para se chegar à autoestrada nesse tempo é preciso circular a uma velocidade de 433 quilómetros horários”, acusou Vilela, acrescentando em tom jocoso, “se não houver trânsito, claro”.

O edil deu ainda o exemplo da construção de um nó de acesso à A3, na freguesia de Lama, concelho de Barcelos, e que “poderia servir os vilaverdenses, mas também está parado”.

“O Espaço Cidadão do Vade também deveria ter sido aberto, e por causa do Governo, não foi. Aliás, este governo não inaugurou qualquer espaço do cidadão em todo o país”, acusa Vilela.

Em declarações ao V durante a Desfolhada de Oriz São Miguel, António Vilela já tinha lamentado a atitude do governo, questionando se “este governo alguma vez fez alguma obra”.

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