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Tribunal de Contas “obriga” Câmara de Vila Verde a reduzir empréstimo

O Tribunal da Contas (TC) terá obrigado a reduzir prazo de empréstimo, de 12 para 10 anos, da Câmara de Vila Verde no âmbito do processo da restruturação da dívida.

António Vilela havia substituído, e feito passar na câmara, dois empréstimos (sete e nove anos) que previam o saneamento financeiro e alegada liquidação da dívida da Proviver por um único de 12 anos de 4,6 milhões de euros.

Este ato de gestão suscitou reservas ao TC, que terá inclusive não passado “visto”, e pedido justificações a António Vilela quanto ao prolongamento do prazo da dívida face ao respectivo regime legal, “antes e depois da entrada em vigor da Lei nº73/2013 de 3 de setembro”.

O TC procura saber ainda, mais uma vez, dados quanto à extinta empresa municipal Proviver a propósito da liquidação, ou não, desta.

O TC parece ir de encontro ao que o PS de Vila Verde, através dos vereadores, haviam dado conta em reunião de câmara da “má gestão financeira do caso”, levando mesmo ao voto contra “do empréstimo”.

“Começam a ser habituais estas reprimendas por parte do TC à gestão da câmara. Alguns meses depois, e na sequência do pedido de visto por parte do município, o TC acabou por dar razão aos nossos argumentos, obrigando a uma redução do prazo do empréstimo, deitando por terra a argumentação falaciosa do presidente da câmara, que deveria daqui tirar ilações acerca da sua gestão nos últimos 20 anos”, afirmou José Morais, ontem à noite, à margem da ato público.

O Semanário V já tentou entrar em contacto com António Vilela, edil, mas até ao momento sem sucesso.

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