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Opinião de João Luís Nogueira: “Políticos e lixo têm que ser limpos amiúde pela mesma razão”

Os políticos em Vila Verde andam crispados com insultos, mentiras, acusações e traições…

Este tipo de discurso faz-me sentir saudades do tempo em que o debate político se centrava na partilha de ideias e projetos, onde a capacidade de argumentação é demostrativa de razão de uma forma séria e com respeito ideológico.

Hoje, ao que estamos a assistir no discurso político em Vila Verde, é exatamente o contrário; a mentira, o sectarismo e o fundamentalismo é a ordem do dia, e infelizmente é a estratégia de manutenção do Poder é …dividir para reinar…fazendo uso de desempregados instrumentalizados pela sua fragilidade social, levando-nos a todos ao obscurantismo total.

E se por um lado temos responsáveis políticos europeus a se reverem no seu próprio umbigo, tentando convencer os menos informados, de que a ele tudo se deve….ele é quem descobriu o administrador da CGD em Bruxelas, ele é quem teve a brilhante ideia da reflorestação na nossa floresta dizimada pelos fogos em particular com os incendiários em Vila Verde nas bouças da Câmara….e por último até foi ele que inscreveu as empresas portuguesas na feira de Natal em Estrasburgo! E mesmo que assim fosse, não estaria a fazer nada mais do que a sua obrigação política, para a qual foi eleito, suportada pelo pagamento dos nossos impostos!

Por outro lado, os políticos mais locais precisam de ter uma visão estratégica mais alargada e sobretudo um discurso mais consistente de forma a não evidenciarem tanto o sectarismo das suas decisões, utilizando a gestão pública para benefícios só de alguns e mesmo pessoais (isto é pelo menos aquilo que se diz…).

Mas passando a factos e um dos quais até sou interveniente refere-se ao caso do senhor Presidente da Câmara, alegar firmemente que não pode fazer protocolos de colaboração com a EPATV, quando se conhecem protocolos como por exemplo as piscinas da Ribeira do Neiva e até outros protocolos com familiares do executivo camarário…

Que saudades eu tenho de alguém que na política não seja vingativo e rancoroso, alguém que entenda a vida política como uma missão de serviço público! E falando de políticos de Vila Verde, não seria justo esquecer o Drº Rui Silva que finalmente teve a sua “recompensa” de todo o seu empenho político nas terras de Vila Verde! Mas neste momento o slogan é quase em uníssono “Volta que estás perdoado…”. Parece que a presença do Drº Rui Silva na vice-presidência do executivo vilaverdense foi incompreendida mas de grande valor político…Mas será que o eurodeputado está de acordo? E que não ele a descobri-lo!…

E com tudo isto, Vila Verde perde terreno e protagonismo, pois está dividido e com uma ausência total de diálogo de confiança no futuro pelas controvérsias do presente.

O desenvolvimento económico e social não tem partido político, por isso precisamos de todas as boas vontades, dos investidores e empresários de Vila Verde, e daí não se entender por que razão ao executivo camarário atual menospreza e desconsidera a AEVIVER, a única associação empresarial local!…

A diferença de opiniões é salutar e com o devido respeito entre as instituições será uma oportunidade para o desenvolvimento económico e social de Vila Verde, no crescimento e captação de novos investimentos, que, infelizmente nos últimos anos o concelho tem perdido por falta de clara estratégia de diálogo. Penso que o concelho e a política em Vila Verde, têm muito a ganhar se o diálogo for menos crispado até porque é falta de inteligência do executivo manter esta crispação porque enquanto poder cria muita instabilidade e desconfiança na população, portanto, o desagrado pode levar a mudança de simpatias…

Pelo que vimos até aqui esta é uma estratégia de “tudo ou nada” em que “ou …és por mim ou és contra mim…in José Manuel Fernandes

Como parte interessada no desenvolvimento do concelho de Vila Verde sinto-me no dever de chamar a atenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde para interiorizar a obrigação de ser Presidente de todos os vilaverdenses , quer goste ou não deles e não só os da sua côr política, pois está em funções públicas, e por isso tem responsabilidade de acabar com a crispação, já que todos perdem com esta divisão, em particular os desempregados e os mais carenciados.

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